terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Grazielly Almeida Lames, 3 anos de idade, atropelada por jet ski em Bertioga




Conheço Bertioga de passagem...

Estava a caminho de Ilha Bela de motocicleta, há cerca de 20 anos, quando passei por lá entre o Natal e o Ano Novo...

Até já postei fotos desta viagem por aqui...

Ia me guiando pelas placas, pelo Guia Brasil e pedindo informações...

Em Bertioga parei num caixa eletrônico do Itaú...

Lembro de São Vicente e da balsa para chegar à Ilha Bela...

Fiquei uma semana em Ilha Bela...

No retorno fui parado por uma equipe da Globo no Saco da Ribeira que aproveitaram para fazer uma matéria para o SP TV depois de descobrirem minha placa do Rio de Janeiro na estrada...

Na época também gostava muito de jet ski...

Em Cabo Frio a gente cruzava o Canal fazendo manobras que só eram perigosas prá nós mesmos...

A última vez que andei de jet ski foi há dez anos em São Pedro d'Aldeia...

Existiam modelos de dois e quatro tempos de acordo com a cilindrada...

A menos que jet ski atuais tenham sido modificados para pior, quando se cessava de acelerar o jet skip parava imediatamente...

Vamos até imaginar que se assim não fosse se perderia para sempre o jet ski que só pararia em alto mar quando acabasse o combustível...

Como ocorrem muitos tompos existe dispositivo que evita - ou evitava - que o equipamento continue percorrendo sem controle...

Existia uma cordinha que presa ao pulso do condutor ao dar o tranco na queda acionava um botão do painel travando o motor...

Jet ski chega alcançar 100 km/h...

Jet ski é uma arma engatilhada se conduzida por alguém que desconhece a potência...

É como alguém ter um revólver sem avisar a todo adolescente curioso que aquilo pode matar uma pessoa...

Evidente que o garoto de 14 anos que atropelou a menina Grazielly não saiu de casa com a intenção de matar, lógico que não...

Mas, faltou orientação ao menino e prudência ao proprietário do jet ski...

Não se pode ficar para sempre empurranda a culpa de tragédias ao acaso...

Uma família perdeu uma criança de 3 anos de idade que estava sendo conduzida pela mão da mãe na praia e agora destroçada pela perda...

Esta mãe merece agora todo amparo e carinho que ela teve com sua filha até o instante final...

A morte da menina Grazielly merece uma explicação...

O advogado Maurimar Bosco Chiasso deveria evitar provocação com versões fantasiosas...

Nem mesmo há necessidade de boboca ilusionismo do data vênia Maurimar Bosco Chiasso a justificar pro labore, a menos que resolva jogar toda mídia contra o menino se aproveitando do drama alheio para evoluir nos seus 15 minutos de fama para alavancar seu consultório advocatício...

Marciano Assis Cabral, pai do adolescente, deveria abraçar seu menino e ao seu lado responder todos questionamentos da Polícia...

Não há razão para atender recados do advogado e fugir a se tornar refém da culpa e de manobras judiciais...

Seu filho entenderá com melhor clareza o significa ser homem de verdade...

O que diferencia cidadão de bem do malfeitor é sua reação diante dos desfechos...

Tenha certeza!



Jorge Schweitzer













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