quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O tambor tá batendo é prá valer: O carro tomba e o boi fica no lugar! .. Ria não, misifia!





Olha vamos na dança do Caxambu
Saravá, jongo, saravá
Engoma, meu filho que eu quero ver
Você rodar até o amanhecer
Engoma, meu filho que eu quero ver
Você rodar até o amanhecer

O tambor tá batendo é pra valer
É na palma da mão que eu quero ver
O tambor tá batendo é pra valer
É na palma da mão que eu quero ver

Dona Celestina me da água pra beber
Se você não me der água
Vou falar mal de você
Deu meia noite. o galo já cantou
Na igreja bate o sino
é na dança do jongo que eu vou
Deu meia noite. o galo já cantou
Na igreja bate o sino
é na dança do jongo que eu vou

Carreiro novo que não sabe carrear
O carro tomba e o boi fica no lugar
Carreiro novo que não sabe carrear
O carro tomba e o boi fica no lugar

Quem nunca viu vem ver
Caldeirão sem fundo ferver
Quem nunca viu vem ver
Caldeirão sem fundo ferver

O tambor tá batendo é pra valer
É na palma da mão que eu quero ver


Amar é nunca ter que pedir perdão





O filme Love Story foi um sucesso lacrimejante na década de 70...

Assisti, ainda guri, ao lado de uma moça linda que chorava sem parar...

No escurinho do Cinema Capitólio da esquina da Demétrio com Borges de Medeiros...

Depois saímos de mãos dadas rumo à Independência onde tomei meu primeiro chope - que deixou grogue - e fui dormir na casa dela...

Existia uma frase meio enigmática no  filme que me martelava já que fora do contexto daquela história toda de amor...

'Amar é nunca ter que pedir perdão'...

Acho a frase meio boca-aberta...

Até hoje não entendo...

Amar é amar...

Perdão é outra coisa...

Quando a gente ama de verdade não se faz nada que necessite perdão...

A gente ama é só quer ser feliz...

Quem ama, ama e pronto...

Talvez o correto seja: 'amar é jamais fazer algo que necessite algum dia ter que pedir perdão'...

Amar envolve admiração que quando quebrasse o elo já se foi...

Se você diz que ama 'apesar de'...

Esquece...

Melhor não sofrer no falso paraíso...

Amar não precisa de nada além disto apenas...

Ame, ame muito, se esborrache de amar...

Modele, regue, cultue, remodele...

E...

Se por acaso acabar...

Fique muito mal por algum longo tempo...

Faz parte...

Tenha certeza que muito tempo depois você só lembrará do que foi bom...

E vida que segue...

Até o fim...




Jorge Schweitzer






 

PS: Engraçado, tempos desses descobri que esta moça que assistiu Love Story comigo me lê por aqui...





Arena Deodoro: Lago artificial para Canoagem com 26.000 m³ de água da Cedae






A prefeitura do RJ está construindo um troço inimaginável em Deodoro para as Olimpíadas 2016...

Um espetacular conjunto de lagos que consumirão 26.000 m³ de água da Cedae...

Existe uma piscina de largada, uma de treinamento, um canal de treinamento e um de competição...

Roberto Ainbide, diretor de projetos da Empresa Olímpica Municial, informa que a maior dificuldade serão as quatro bombas que interligação o sistema e o controle da água que produzirão correntezas e quedas d'água...

Acho que o seu Roberto está confuso e mal orientado...

O maior problema será de onde virá esta água toda em tempos de crise hídrica...

Com a palavra o prefeito Eduardo Paes...

Na boa, o referido Paes deveria ser alcaide em Dubai...

Está no lugar errado, na hora incorreta...



Jorge Schweitzer






PS: Estou avisando com devida antecedência; melhor transferir esta porcaria de Olimpíada para outro lugar qualquer do planeta... Se faltar água como previsto uma turba incontrolável irá invadir Deodoro... 





Dilma, o Jeca Tatu e a Saúva


Abracourcix, o chefe gaulês da aldeia do Asterix, tinha medo que o céu desabasse sua cabeça...

Dilma, não...

Desabou...

Petrobras divulga balanço sem auditoria e ações caem ainda mais...

Processos de acionistas ludibriados pipocam feito rastilho...

Barril de petróleo a menos de 50 dólares inviabilizam pré-sal...

E, não chove...

E, quando chove, chove no lugar errado...

Engraçado...

Durante debates eleitorais ninguém tocou no assunto hídrico que agora avança como calamidade pública de contornos imprevisíveis...

Quanto tivermos cinco dias sem água com dois com água barrenta nas torneiras melhor nem imaginar o que acontecerá nas ruas...

O PT acabou com o sonho do petróleo é nosso e vai nos deixar sem água e também sem luz...

O PT é feito a saúva...

Como já dizia Jeca Tatu...

Ou o Brasil acaba com esta praga...

Ou esta praga acaba com o Brasil...



Jorge Schweitzer




Bussamra, pai e filho, são soltos após 4 dias na cadeia




A justificativa do habeas corpus é que eles não pretendem fugir...

Pô, na boa...

Este tipo de decisão desmoraliza a Lei...

Todo ritual foi obedecido...

Eles foram julgados; condenados; começaram a cumprir a pena e soltos 4 dias após...

Então, para que serviu todo aparato judicial?

Quem tem dinheiro para bancar advogado ladino não cumpre o que determina um juiz?

Ficou parecendo que toda sociedade foi feita de palhaço...

Parece um imundo jogo de cartas marcadas...

Vergonhoso...

Lamentável...

A credibilidade do Tribunal de Justiça fica sob severas suspeitas...

E, se qualquer um de nós falar com todas as sílabas o que  pensa sobre a reengenharia da libertação dos Bussamra será preso imediatamente...

E não sai tão cedo...



Jorge Schweitzer



Berta Loran






Foi ontem, em Copacabana...

- O senhor me leva aqui perto?

- Lógico...

A reconheci mas deu um branco total quanto aseu nome...

Eu tinha que dizer algo para não ficar com aquela coisa de um monte de nomes retumbando em meu cérebro...

- Eu lhe conheço há muito na TV...

- Claro!

- É mesmo, eu e o universo todo...

Ela ri...

Pronto...

Me conta que recentemente fez uma rainha no Cordel Encantado e foi enumerando outras tantas novelas...

Me diz que tem 40 anos de Rede Globo...

Lembro dela no humorístico do Jô e seu nome nada...

Paga, se despede e salta...

Atravessa a praça...

E...

Bingo, como num estalo:

Berta Loran...



Jorge Schweitzer




PS: Curioso eu lembrar de artistas antigos e não ter nenhuma familiaridade com os atuais que não as figuras carimbadas... Há cerca de oito anos levei uma moça e conversava com um deputado federal no banco da frente ao meu lado - estavam vindo da feijoada do Amaral na Lagoa - e comentei que apesar do cargo importante dele eu não sabia seu nome... A moça no banco de trás: - Mas o meu você sabe! - ... Eu não sabia e ela ficou muito sem graça... Dias depois recebi recado dela... Era a Paola de Oliveira... 






2015, o fim do PT



Até eu mesmo - que não sou petista - jamais imaginei que um partido trabalhista com uma história bacana de um lídei metalúrgico do perfil do Lula iria tão longe na roubalheira...

Dia desses um funcionário da Petrobrás me disse - com a maior cara de cedro do planeta - que não houve roubo algum...

Tá bom...

Classifique-se da maneira que melhor convier a locupletação, a coisa é de uma grandiosidade de valores tungados nos descaminhos que Collor, Pc Farias e quadrilha são rasteiros descuidistas de galinheiro...

Sou do tempo em que a gente enfiava na vara dos comuns ladrões ministeriais de bicicletas e guarda chuvas...

No jantar do Pato Laqueado na China, Renan, Claudio Humberto, Cleto Falcão e Collor combinaram arrecadar 1 bilhão nos descaminhos para se perpetuarem no poder...

O PT montou um troço que bilhão de concorrência fraudada é tratado como pila...

Qualquer sujeito de terceiro escalão petista aceita de bom grado devolver 200 milhoes em acordo premiado na Justiça...

Dirceu condenado continuou recebendo propina sem temor algum...

Olhando ao largo assim meio de revesgueio o governo Dilma 2015 promete...

Se eu fosse ela escrevia uma carta testamento, dava um tiro no peito de deixava a caneta de herança para o Aécio...

Aécio nunca fez nada de realmente relevante como político...

Mas é um eficiente colecionador de tinteiros...



Jorge Schweitzer






Rem, o justiceiro de São João de Meriti, e o vagabundo de Campo Grande





Clara Bittencourt


Vestido de super-herói, um homem gravou um vídeo no qual se declara justiceiro de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Com uma touca e uma máscara que cobrem completamente o rosto, ele diz que criou o personagem há um mês e que, neste tempo, bateu em oito bandidos.

No fim da gravação, publicada na tarde desta quarta-feira no Facebook, o homem que assume o apelido Rem manda um recado aos assaltantes que atuam na cidade:

- Fiquem espertos. Posso aparecer do nada e surrar vocês.

O vídeo do mascarado já tem mais de 500 curtidas e 270 compartilhamentos. Muitas mensagens elogiam a atuação do homem, que é chamado até de "herói".

- O povo já não pode mais sair de casa, não pode mais curtir com sua família na rua. Estou trabalhando da melhor forma possível - diz Rem.

O delegado da 64ª DP, Paulo Cesar Guimarães, porém, ressalta que fazer justiça com as próprias mãos é condenável:

- Vamos investigar essa história, porque o morador não pode ser justiceiro. O correto é entrar em contato com a polícia para denunciar os criminosos. O telefone da nossa delegacia (2655-5213) está à disposição.



 

PS: Pô, muito bom... Alô, Rem, faz contato... Tem um vagabundo que trabalha em Campo Grande prontinho pra bife... Me liga, Rem, por favor... Ahahahahahaha...  JS



Casal aciona a PM e acaba preso por manter plantação de maconha no Humaitá



Eles chamaram a polícia após suposta invasão a casa onde moram.
No quintal da residência havia vários pés de maconha

O Dia

Rio - No Humaitá, na Zona Sul do Rio, um casal vítima de uma suposta invasão de domicílio acabou sendo preso na manhã desta quinta-feira. 


Policiais do 2º BPM (Botafogo), após chegar à casa procurando o invasor que teria roubado um celular acabou encontrando no quintal uma vasta plantação de maconha.

Agentes da 10ª DP (Botafogo) foram até a residência, localizada na Rua Casuarina, na entrada do Parque da Catacumba, para realizar o trabalho de perícia. 


O casal foi encaminhado para a delegacia. O suspeito de invadir a casa não foi encontrado.



PS: Pô, seu casal, até eu que sou trouxa identificaria a plantação  de maconha de longe... Deveriam ter deixado o celular pra lá...  JS



quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Somos a cavalaria!









Quando tudo parecia perdido...

Com a caravana cercada...

Aparecia a cavalaria...

Homens vestidos de azul escuro e lenço no pescoço com botões reluzentes empunhando  coragem a expulsar invasores covardes...

O cinema inteiro aplaudia...

Êxtase...

Bandidos jamais venciam a sinergia coletiva...

Jamais...

O bem sufocando o mal...

Trucidando malfeitores...

Em nossos gibis HQ´s os bandidos eram facilmente identificados na capa e separados para não chegarem vivos na última página...

Invariavelmente tomavam uma surra antes de serem enviados ao inferno para sentarem-se a esquerda do cramunhão..

Mocinhos descreviam a razão de cada soco:

- Este é pelo fulano, este é pelo sicrano...

Tempos idos...

Nossos falsos heróis envelheceram ideais ou caducaram pela insuficiência moral de princípios em alzheimer...

São comprados por qualquer 30 moedas de malas sumidas no Recreio dos Bandeirantes que agasalham em suas mãos em parkinson...

Trocam dogmas por sorver golfadas de Romanie Contis presenteados por facínoras olhando o mar de lama pela sacada de seus apartamentos luxuosos com vista para o charco...

Enterram seus corações na curva do Rio...

De janeiro a dezembro...

E...

Antes de irem dormir...

Arriscam uma última olhada na janela aberta para presenciarem algum táxi em movimento...

Estaremos lá...

Incansáveis...

Nós sabemos o que fizeram no inverno de  2010...

A cada vez que vislumbrarem suas paredes salpicadas do sangue de suas memórias...

Estaremos tatuados no teto de suas consciências embotadas pela culpa ad-eternum de suas trôpegas passadas em direção às trevas de Dante...

Experimentarão para sempre o pesadelo de dormirem manietados pelos pés e mãos por fita crepe de seus equívocos arregimentados...

Sobre as  fezes e urina de seus corporativismos indecentes...

Suas capitanias hereditárias não lhes permitirão galgar altos postos servis que não de réles contratadores da Corte a quitar cartões e perucas loiras de suas Chicas da Silva com a derrama...

Jamais permitiremos que durmam em paz...

Nem um segundo sequer...

Depois de correr todos riscos não nos é permitido simplesmente calar subservientes...

Não basta decapitar a palavra em censura ou jorrar sal sobre túmulos...

Eles não sabem com que estão falando... 


Somos muitos...

Somos a cavalaria...





 

Jorge Schweitzer








Postado em 22 de setembro de 2012







Julgado improcedente pedido de indenização do Biscaia contra Cristiane Marcenal, mãe de Joanna





"DISPOSITIVO

Ante o exposto JULGO IMPROCEDENTE o pedido de ANTÔNIO CARLOS SILVA BISCAIA em face de CRISTIANE CARDOSO MARCENAL FERRAZ condenando o autor ao pagamento das despesas processuais e honorários advocatícios que fixo em 10% (dez por cento) do valor dado à causa"

Segue abaixo decisão na íntegra:

Processo nº:
0136113-70.2011.8.19.0001

Tipo do Movimento:
Sentença

Descrição:

RELATÓRIO

Trata-se de ação indenizatória proposta por ANTÔNIO CARLOS SILVA BISCAIA em face de CRISTIANE CARDOSO MARCENAL FERRAZ, alegando, em resumo, que a ré mantém um ´blog´ chamado ´Caso Joana Marcenal´ onde veicula opiniões sobre a morte de sua filha menor.

Alega que a ré além das divulgações em seu ´blog´ concedeu entrevista sobre o caso no ´Programa Mais Você´ da Rede Globo, ´Brasil Urgente´, ´Programa Cidinha Livre´ da Rede Bandeirantes, bem como no portal ´R7´ tendo ainda prestado depoimento na Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa.

Afirma ainda o autor que a ré faz acusações de que estaria utilizando de seu prestígio perante este Tribunal de Justiça para beneficiar o sobrinho de sua mulher acusado na ação penal que responde pela morte da menor Joana. 


Alega que a ré o acusou de ter ´ameaçado´ o Oficial de Justiça quando realizava o cumprimento de mandado de busca e apreensão durante processo de guarda da menor. 

Por fim alega que a ré colocou em dúvida suas qualidades morais e pretende ser indenizado a título de dano moral a ser revertido ao Instituto Nacional do Câncer e que a ré se abstenha de fazer novos comentários.

Junta documentos de fls. 20/62 e 65/66. Liminar indeferida a fls. 72. Agravo de Instrumento do autor a fls. 88/97. Citação postal da ré a fls. 98.

Apresenta sua peça de resposta de fls. 99/131, alegando, em resumo que não mantém nenhum ´blog´ e que os comentários são de amigos indignados pela tortura e morte de sua filha.

Alega que a veiculação do nome do autor foi decorrente de certidão expedida pelo Oficial de Justiça informando sua influência na discussão da guarda da menor falecida não havendo qualquer ofensa de ordem moral a ser indenizada.


Requer a improcedência do pedido. Junta documentos de fls. 132/134. Réplica a fls. 137/139. Oportunidade de novas provas a fls. 140. Saneador a fls. 145. Decisão da 11ª Câmara Cível da fls. 149/152.

Informação do ´GOOGLE´ a fls. 170/171 quanto a impossibilidade de informar a titularidade do ´blog´.

Audiência de conciliação a fls. 180, sem sucesso.

Alegações finais do autor a fls. 182/185 e da ré a fls. 189/191.

É o sucinto relatório.

FUNDAMENTAÇÃO

A questão apresentada nesta demanda constitui matéria eminentemente de direito não havendo necessidade de produção de mais nenhuma prova oral ou documental cabendo neste caso julgamento antecipado da lide nos termos do artigo 330, I, do CPC.

Nesse sentido é a jurisprudência. ´Constantes dos autos elementos de prova documental suficientes para formar o convencimento do julgador, inocorre cerceamento de defesa se julgada antecipadamente a controvérsia´. (STJ - 4ª Turma. Ag. 14.952 DF- AgRg. Rel. Min. Sálvio de Figueiredo, j. 04/12/91).

´O julgamento antecipado da lide, quando a questão proposta é exclusivamente de direito, não viola o princípio constitucional da ampla defesa ou do contraditório´. (STF - 2ª Turma. AI 203.793-5 MG - AgRg. Rel. Min. Maurício Correa. J. 03/11/97).

Sem preliminares ou prejudiciais a decidir passo ao mérito. Analisando detalhadamente a demanda creio não prosperar a pretensão autoral.

Vejamos.

Com a devida vênia ao autor não denoto a existência de conteúdo ofensivo nas declarações da ré perante os programas televisivos ou mesmo na Audiência Pública perante a Comissão de Direitos Humanos da ALERJ.

Lendo os textos empregados no ´Blog Caso Joana Marcenal´ não vislumbrei o emprego de expressão depreciativa ou mesmo intenção de enxovalhá-lo perante a opinião pública.

O autor como ex-Procurador Geral de Justiça do Ministério Público e Deputado Federal eleito pelo Rio de Janeiro está sujeito a comentários e críticas podendo qualquer pessoa que ache pertinente comentar e criticar sua conduta ainda mais quando aquele que comenta vislumbra indícios lastreados em certidão de Oficial de Justiça de uso de eventuais prerrogativas funcionais em um caso familiar.

Lendo igualmente a carta encaminhada pela ré ao Governador do Estado do Rio de Janeiro em repúdio a nomeação do autor na função de Subsecretário de Estado não se vislumbra a existência de palavras depreciativas ou de baixo calão, pois qualquer pessoa pode manifestar repúdio à nomeação de qualquer pessoa a função de natureza política atuando, neste campo, com íntima conexão com princípio democrático.

Tive o trabalho de analisar o DVD e CD anexado aos autos pelo autor e pude verificar que a ré busca esclarecer possíveis receios da influência do autor, ex-Procurador Geral de Justiça do Ministério Público deste Estado e Deputado Federal em favor do pai de sua filha falecida e sobrinho de sua esposa Promotora de Justiça deste Estado nos autos da ação penal junto ao Poder Judiciário.

O receio da ré, mãe de uma menina falecida em situações de eventual tortura e morte que são objeto de ação penal envolvendo parentes do autor foi motivado a partir de certidão lavrada pelo Oficial de Justiça em cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido no plantão noturno (fls. 133/134).


Certificou longamente o Oficial de Justiça que na diligência houve contato telefônico feito pelo avô da menina com o autor, tendo certificado a seguinte conversa travada que destaco: ´Você sabe com que está falando? Você sabe que está agindo de maneira errada, fora do horário forense´.

A alegação que se socorre o autor de que o Oficial de Justiça foi demitido por atos de corrupção no exercício do cargo pela administração do TJRJ não indica que aquele ato em que o autor teve seu nome envolvido estivesse viciado ou mesmo que sua demissão tenha sido motivada por este ato específico.

Caberia o autor comprovar que a certidão lavrada quando da diligência foi uma das causas dos procedimentos administrativos de fls. 57 até mesmo porque goza o servidor de fé pública. 


Além do mais, o simples fato do nome do autor ter surgido no momento da diligência reforça a tese da existência de que houve algum contato, pois seu nome não surgiria sem que alguém o mencionasse quando da diligência em decisão obtida no plantão noturno. 

Dada a amplitude do conceito de dano moral, a impressão que pode causar é que qualquer ato que cause incômodo a pessoa é configurado dano moral.

Não é assim, porém.

Temos que ter em mente que o dano moral não é título para tornar indenizável qualquer mal-estar, desgosto, inquietação ou perturbação de ânimo.


O dano moral somente ingressará no mundo jurídico, com a subseqüente obrigação de indenizar, em havendo palavras diretas de baixo calão no ato considerado ofensivo a direito personalíssimo. 


Se o ato tido como gerador do dano extrapatrimonial não possui virtualidade para lesionar a honra objetiva, sentimentos ou causar dor e padecimento íntimo não existe abalo a moral passível de ressarcimento.

Portanto, não pode o dano moral atender a reclamos que mostrem suscetibilidade excessiva e eminentemente individual.

No caso destes autos não há como se admitir a existência de abalo a honra ao autor, tendo em vista que os escritos feitos pela ré não atentam diretamente contra a honra, a intimidade, a vida privada, a subsistência ou qualquer outro atributo físico, intelectual ou de valor da personalidade. 


Portanto, improcede ao dano moral.

Por fim quanto ao pedido para que a ré se abstenha de comentar sobre os fatos relacionados à morte de sua filha creio também improceder a pretensão autoral, tendo em vista que como mãe de uma filha morta em situações suspeitas após suposta tortura, tem o direito de buscar a apuração correta dos fatos, inclusive com o auxílio dos meios de comunicação, desde que não descambe para a acusação gratuita ou palavras de baixo calão comungando esta Magistrada da opinião da ilustre Desembargadora Relatora a fls. 152 sob pena de instalarmos nas palavras da relatora ´censura prévia´.

DISPOSITIVO

Ante o exposto JULGO IMPROCEDENTE o pedido de ANTÔNIO CARLOS SILVA BISCAIA em face de CRISTIANE CARDOSO MARCENAL FERRAZ condenando o autor ao pagamento das despesas processuais e honorários advocatícios que fixo em 10% (dez por cento) do valor dado à causa que após o trânsito em julgado deverão ser revertidos ao CEJUR da Defensoria Pública. Certificado o trânsito em julgado sem manifestação das partes de recolhida eventual custa faltante dê-se baixa e arquive-se. P. R. Intime-se a Defensoria Pública.




Juíza Lindalva Soares Silva



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Tempestade de neve em Nova York







Charge on Line




Rodízio de água em SP: 5 dias sem; 2 dias com






“O cálculo conceitual, teórico, para reduzir 15 metros cúbicos por segundos no Cantareira precisaria de um rodízio de dois dias com água por cinco dias sem água. Se for necessário, para não chegar no zero na represa, não ter mais água nenhuma para distribuir, lá no limite, se as obras não avançarem na velocidade que estamos planejando, podemos correr esse risco de um rodízio drástico".

Paulo Massato Yoshimoto
Diretor da Sabesp




PS: Na boa que parece piada de mal gosto... Mas, não consigo imaginar uma cidade inteira do tamanho de São Paulo sem água durante cinco dias corridos... O que vai ter de furto de água; mercado negro de água; assalto a carro pipa... Aguardemos o caos... JS








Homenagem de amigos e familiares aos 242 mortos na Boate Kiss de Santa Maria RS nesta segunda, 26-27/janeiro/2015





 A noite sem fim de Santa Maria


Talvez na escuridão o único ponto de luz no fim do túnel de fumaça tenham sido as luzes dos banheiros...

O que parecia ser a única saída era exatamente a armadilha final sem retorno...

Todos ambientes deste tipo lacram janelas evitando que alguém escape sem pagar a comanda, é de praxe...

Uma tragédia necessita de vários eventos associados para eclodir...

Seguranças de festas são adestrados a dizer sempre não...

É comum que brigas e confusões armadas sejam utilizadas para alguns sairem sem pagar a conta...

Os minutos de indecisão em que as portas de emergências não eram liberadas foram amontoando pessoas sobre as outras até que não mais era possível liberar a saída de emergência...

A insensatez de produzir show pirotécnico em ambiente fechado com tratamento acústico composto de isopor e espuma com polietileno  derivado de petróleo era o estopim inevitável...

Em alguns shows, mesmo ao ar livre, presenciamos alguém habilitado próximo a números com fogos portando um imenso extintor preparado para entrar em ação...

Na boate Kiss, integrantes da banda Gurizada Fandangueira tentaram primeiro apagar o o início de incêndio com as garrafas de água mineral que tinham próximas e depois tentaram com extintores que não funcionaram...

Extintores deste porte colocados em paredes laterais não costumam ter acionador visível como equipamentos de automóveis, eles necessitam ser invertidos de cabeça para baixo e posicionados em direção a labareda, certamente eles não sabiam disto; quase ninguém sabe...

Possível que a boate Kiss não tivesse pessoal treinado para sinistros ou sequer brigada de incêndio que obrigatório em casas de festas deste porte...

A catástrofe anunciada da boate Kiss possuía todos ingredientes para ser uma noite sem fim...

O que era uma festa de estudantes  de agronomia e veterinária  das faculdades de Santa Maria intitulada 'Agromerados' se transformou num domingo de dor para sempre...



Jorge Schweitzer




(texto postado em 27 de janeiro de 2013)


Um chapéu símbolo do luto em Santa Maria








Enquanto Ezequiel retirava sobreviventes de dentro da boate, Yasmin Müller, à época com 18 anos, procurava pelo namorado Lucas Dias, de 20 anos. Ela e o companheiro foram juntos à Kiss na noite de 26 de janeiro ver o show da Gurizada Fandangueira (cujo vocalista segurava o artefato pirotécnico que deu início ao incêndio) comemorar o seu aniversário de 19 anos, que seriam completados dois dias depois.

Enquanto Lucas escolhia a roupa que vestiria, ela coloriu as unhas com esmalte vermelho – cor que nunca mais escolheu para pintura. Pouco antes de as chamas se espalharem pela casa noturna, o casal trocou juras de amor. O namorado afastou-se dela para ir ao banheiro, sem saber que os dois não voltariam a se encontrar. Quando o fogo atingiu o teto da boate, Yasmin foi salva, puxada para a rua. Tentou voltar em busca do namorado, mas foi impedida.

Nas horas seguintes, ela percorreu diversos hospitais de Santa Maria em busca do namorado. Tinha esperanças de reencontrá-lo vivo. Até que recebeu a notícia do paradeiro de Lucas: seu corpo havia sido identificado no Centro Desportivo Municipal (CDM), o ginásio para onde as vítimas foram levadas.


Foi lá, durante o velório, que Yasmin debruçou-se sobre o caixão do amado para se despedir, com as lágrimas escondidas pelo chapéu preto de abas largas que levava sobre a cabeça em homenagem. A foto dessa cena foi parar na capa da edição da revista "Veja" sobre a tragédia e simbolizou o luto de todo o país.

“Tiveram muitos comentários à época, de pessoas que nem sabiam o que estava acontecendo. Disseram que era uma montagem, que eu era uma modelo, porque eu estava com as unhas bem pintadas de vermelho. Eu nunca mais pintei dessa cor. Até tentei, mas não gosto”, comenta Yasmin.

O chapéu característico dos homens do campo era o adereço preferido de Lucas, diz Yasmin. O jovem cultivava as tradições gaúchas, andava pilchado com botas e bombachas, frequentava Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) e gostava de andar a cavalo. O acessório havia sido comprado na Casa do Gaúcho, uma loja de produtos típicos onde o casal trabalhou e se conheceu. 

Desde aquele 27 de janeiro, o chapéu não pairou mais sobre a cabeça de Yasmin. Ele ficou aos cuidados da mãe dele, Marise, com quem a jovem mantém contato até hoje. Quando vai a Santa Maria, Yasmin procura visitar a ex-sogra. Mas a tragédia nem sempre é tema da conversa, que geralmente acontece regada a chimarrão.

“Eu não fiz questão de pedir o chapéu para ela, porque uma mãe sofre bem mais com essa situação. Às vezes a gente fala sobre tudo o que aconteceu. Não tem como entrar na casa e não lembrar, as coisas dele estão todas por lá. Tem vezes que ela está bem, outras em que não está. Ele era filho único”, relata.


As lembranças do que viveu com o jovem foram marcadas no corpo. Tatuou, próximo à costela, no lado esquerdo, o trecho de uma música que simbolizava a história do casal. O verso estava presente no primeiro bilhete que Lucas escreveu quando tentava conquistá-la. “Me procurando achei teus olhos, pelos caminhos de flor e encanto”, diz a tatuagem.

Dois anos após a tragédia, Yasmin vive com a família em São Pedro do Sul, a cerca de 39 km de Santa Maria. A rotina sofreu mudanças após o incêndio. A começar pelo aniversário, em 28 de janeiro. Não gosta mais de promover comemorações, prefere ficar tranquila ou “dar uma volta de carro” para sair de casa. Também perdeu o gosto pelas festas em boates.

No ano passado, ela aceitou ao pedido de namoro de um “menino da Fronteira”, natural de São Borja. Foram meses até entender que poderia seguir adiante. “Eu avisei que era para irmos com calma. Então ele me acompanhou, se adaptou ao meu ritmo. Até que, claro, teve o empurrão, uma certa pressão, para a gente começar a namorar. Falamos com tranquilidade sobre tudo o que aconteceu, não tenho por que esconder nada”, resume.

No começo de 2015, Yasmin recebeu boas novas. Passou no vestibular para zootecnia, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Aguarda para fevereiro, porém, o resultado das provas para o curso que sonha em entrar: medicina veterinária, na Universidade Federal do Pampa (Unipampa), em Bagé, na Campanha. O projeto de viver no campo tratando de animais era partilhado com Lucas.





Felipe Truda e Paula Menezes
G1 RS


Meu avô alemão que soltava fumaça de cigarro palheiro pelas orelhas






Toda criança gosta do avô...

Todas...

Existem estas químicas inexplicáveis...

É meio furada a teoria que ao avô palhaço se abre um universo circense onde tudo lhe é permitido para agradar o neto como tradução da sinergia inexplicável...

Tem algo a mais que é um mistério...

Não conheci Aprígio - meu avô materno - mas adorava escutar as histórias que minha avó Antônia descrevia, com detalhes, enquanto fazia pão caseiro; pudim; sagú ou bolinhos de arroz no fogão à lenha...

Com meu avô paterno tive pouquíssimos encontros...

Mas lembro de todos...

Ele era magro, alto, soturno e fumava cigarro palheiro...

Com seu afiado canivete curvado recortava rodelas do fumo de rolo comprado na venda da esquina cheia de cachaceiros...

Esfarelava com as suas imensas e amareladas palmas das mãos calejadas...

Pegava a palha e modelava um cigarro imenso...

Um ritual magnífico e majestoso em câmera lenta...

Nos matava de rir colocando a brasa do cigarro dentro da boca a soltar fumaça pelo nariz...

E...

O melhor do nosso espetáculo infantil...

Vovô soltava fumaça pelas orelhas...

Como ele fazia aquilo?

Não tenho a menor idéia...

Ele tinha habilidade única de ficar com a cabeça imóvel e remexer somente as orelhas...

E, de dentro de ambas orelhas, saia fumaça em profusão...

Repetia inúmeras vezes para nosso delírio...

Depois ficava meses sem nos reapresentar o número...

Calado em seu canto...

Entre goles de chimarrão na cuia grande de porongo com erva mate Safira...

Pitando...

Em meio aqueles círculos de fumaça no ar como nuvens de algodão nas coxilhas do Rio Grande...

Minha Vó Otília quando ficava nervosa falava em alemão...

Belo dia todos consideravam que ela havia enlouquecido...

Menos eu...

Foi colocada em um asilo longe lá de casa...

Sempre a visitava com meus pais, aos domingos...

Ela ficou muito triste por lá...

Como uma criança abandonada num cesto naquela porta...

Era uma casa fria de corredores intermináveis...

Vó Otília ficava mais maluca ainda quando me via e me cobria de beijos apaixonados e seu cheiro inesquecível me segurando com suas mãos amarrotadas cobertas de pintas que eu alisava contando quantas...

E ela a cada vez tão mais criança quanto eu...

Num Alzheimer confundido com esclerose senil...

Por vezes confundia meu nome com de meus irmãos...

Mas relembrava lúcida da semana anterior quando me presenteou balas de goma retiradas de sua caixa de alumínio com duas bailarinas pintadas na tampa como um painel Da Vinci...

Minha vó adorava me apresentar como troféu para outras internas com orgulho por eu ainda amá-la...

Belo dia...

Meus pais não me permitiram mais que os acompanhasse até lá...

Não compreendi...

Nunca mais a vi...

Minhas referências foram embora sem que me fosse permitido um abraço de despedida a revelar o número total de pintas que o tempo sábio tatuou...

E fui capaz de contar quantas...





Jorge Schweitzer