segunda-feira, 30 de maio de 2016

Vítima do estupro coletivo deve deixar o RJ, após ameaças






Garota vítima de estupro coletivo é recebida na Secretaria de Direitos Humanos do RJ


Pedro Zuazo


A garota de 16 anos vítima de um estupro coletivo ocorrido no Rio esteve, na manhã desta segunda-feira, na Secretaria estadual de Direitos Humanos. Ela saiu do local por volta das 13h15m, acompanhada da família e de homens que fazem sua escolta. 

A jovem andava muito rápido, não falou com a imprensa e seguiu para o subsolo, onde uma van a aguardava.

A menina ingressou no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM) - projeto federal intermediado pelo estado. 

Segundo a subsecretária de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos, Andrea Sepúlveda, a menor está desde quinta-feira com escolta:

- Isso ocorre porque foi detectada uma ameaça grave (contra a jovem).

A jovem estava acompanhada do pai, da mãe, da avó e do filho, de 3 anos. Segundo Andrea Sepúlveda, a família está agora em fase de avaliação que determinará para onde vão.

- Provavelmente, pelo grau da ameaça, a ideia é que seja para outro estado. A decisão será tomada em conjunto com a família porque é um transtorno muito grande (a mudança). Eles têm que pensar na vida profissional e no futuro da criança (o filho da jovem). Mas a família está disposta a recomeçar a vida - disse a subsecretária.


Ainda de acordo com ela, a proteção dura cerca de dois anos, podendo ser encurtada ou alongada conforme a necessidade. A jovem também foi encaminhada para uma psicóloga.





Delegado Alessandro Thiers diz que não houve estupro, em grupo do WhatsApp








Em conversa pelo WhatsApp, delegado desqualifica vítima de estupro coletivo



Extra


Durante uma conversa num grupo de WhatsApp, obtida pelo EXTRA, o delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), desqualifica a jovem que denunciou um estupro coletivo a ele. No texto, o policial - afastado do caso neste domingo, após um pedido da então advogada da vítima, Eloisa Samy - afirma que não houve estupro.

"Alguns esclarecimentos sobre os fatos", começa ele, para em seguida dizer que o "termo de declaração da adolescente foi filmado". E vai além, afirmando: não houve estupro. Ele ainda comenta a entrevista da jovem ao "Fantástico", na qual ela contou detalhes sobre como se sentiu após o estupro coletivo: "No 'Fantástico' era outra pessoa. Sabe que temos fortes indícios de que não existiu estupro".


O delegado ainda faz referência ao estado das partes íntimas da jovem no vídeo.

O policial prossegue: "Ela teve relação consentida com uma pessoa e não usou drogas ou álcool nesse dia, conforme ela e as pessoas que estavam com ela declararam. O relato de abuso que ela fala no 'Fantástico', ela relata que foi há tempos atrás e inclusive que os autores não foram mortos pelo chefe do tráfico local (Da Russa) por pedido da adolescente. O único crime seria a divulgação do vídeo".

Sobre o número de pessoas que, segundo a jovem, a estupraram, Thiers diz que ele é alusão a um funk: "Os 33 no vídeo foi alusão a um funk onde diz mais de 20 engravidou (sic), onde o autor do vídeo diz que engravidou mais de 30 em alusão ao funk para tirar onda de 'comedor'".

O delegado ainda diz que "tem o envolvimento claro da adolescente com pessoas ligadas ao tráfico, tendo a mãe inclusive declarado que a filha é a todo o momento aliciada e que bastaria saber atirar para trabalhar no tráfico".

Ainda de acordo com Thiers, "a advogada, que acompanhou os termos junto com a mãe, pediu à adolescente que parasse de responder perguntas quando estava sendo questionada se conhece pessoas ligadas ao tráfico local, conforme declarado pela mãe e pela própria adolescente, alegando que essas respostas poderiam incriminá-la, mas a intenção era tentar ver se ela reconhecia algum dos alegados '33' que estariam no quarto".

O delegado diz que "diversas pessoas, inclusive a própria adolescente, confirmaram que a mesma frequentava a comunidade da Barão (o morro na Praça Seca, na Zona Oeste do Rio, onde a jovem contou que crime ocorreu), inclusive com contato direto e íntimo com traficantes da área".

E, no fim, Thiers insinua que a adolescente pode ter sido influenciada por Elisa Quadros, a Sininho - ativista acusada de envolvimento com uma série de protestos violentos ocorridos no Rio em 2014 -, já que Eloisa defende outros ativistas. "Por fim, tem que ser melhor investigado a participação de Eloisa Samy e Sininho influenciando a adolescente a apresentar da versão de estupro coletivo na polícia".





domingo, 29 de maio de 2016

Roberto Cabrini entrevista vítima de estupro coletivo em Jacarepaguá Rj














Alessandro Thiers na contramão do Estupro Coletivo de Jacarepaguá






O delegado Alessandro Thiers não é louco de contrariar toda comoção pública...

Algum indício o levou desconfiar parcialmente da versão...

Policial experiente reconhece de pronto qualquer indício...

Alessandro Thiers não arriscaria sua carreira pública andando na contramão dos fatos que levaram comovida Dilma Rousseff  solidária sair do afastamento ou Temer convocar a reunião disponibilizando a Polícia Federal para encontrar bandidos...

Este crime brutal de 33 estupradores mereceu toda justificada sorte de indignação internacional...

E, se não foi estupro e fomos conduzidos pelo espetacular anseio da imprensa?

Não  assisti o vídeo do estupro...

Também não pretendo assistir...

Não imagino se nas imagens apareçam traficantes armados...

Pelo noticiário, a menina retornou à favela para reaver seu celular e milagre não ter sido morta...

São José Operário e Barão estão encurralados pela mídia universal...

Traficantes não possuem dó, compaixão ou qualquer outro sentimento comum aos  humanos e facilmente esquartejariam 33 desavisados que houvessem atrapalhar seus negócios...

E os quatro identificados pela Polícia já estariam com um pneu no pescoço dentro do próximo ardente micro-ondas...

Mesmo que estes fizessem parte do movimento...

É a lei do cão...

E na Lei da Cartilha...

Vítima é vítima, e sempre será...

Bandido é bandido... 

Já, santo nem sempre é santo e nem para sempre será...

Delegado Alessandro Thiers não pode ser colocado na cruz apenas ao seguir o rito...

Existem questionamentos que devem ser esclarecidos...

E cabe ao delegado perguntar...

Ou, melhor convocar outro...

Que indague apenas o que pretendemos como resposta...

Em qualquer hipótese ou versão...

Esta menina  doida ou doída necessita, daqui pra frente,  de proteção policial...

Sem dúvida...



Jorge Schweitzer



sábado, 28 de maio de 2016

Lucas Perdomo Duarte Santos, 20 anos, ex-namorado de vítima de estupro coletivo diz que crime é invenção




 


Fernanda Nunes - O Estado de S.Paulo


Lucas Duarte Santos, de 20 anos, vai sustentar em depoimento que menina teria criado história para justificar imagens publicadas na internet



RIO - Suspeito de ter participado do estupro coletivo de uma adolescente no Rio, Lucas Duarte Santos, de 20 anos, vai sustentar em seu depoimento à polícia que o crime, na verdade, não aconteceu. Seria uma invenção da menina para justificar imagens suas publicadas na internet frente aos pais, que são religiosos. 

Esse será o argumento que Santos apresentará ao delegado Alessandro Thiers, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), quando for interrogado, nesta noite, segundo seu advogado, Eduardo Antunes. Santos está neste momento na DRCI, na Cidade da Polícia, zona norte do Rio. Segundo o advogado, ele teve um relacionamento com a adolescente no passado.



Ao chegar à Cidade da Polícia (sede das delegacias especializadas, na zona norte) acompanhada da mãe e da advogada Eloísa Samy Santiago, a vítima teve a cabeça coberta por um agasalho e não deu entrevistas

 No primeiro depoimento, a jovem disse que 33 bandidos armados de fuzis e pistolas participaram das agressões sexuais que sofreu em uma casa no morro do Barão, na Praça Seca, zona oeste do Rio de Janeiro


 Até o momento, foram identificados quatro homens: Michel Brazil da Silva, de 20 anos, Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos,  Raphael Assis Duarte Belo, de 41 anos, que aparece na imagem do lado da jovem, e Marcelo Miranda da Cruz Correa, de 18 anos, envolvido na divulgação das imagens da vítima. Porém, as autoridades ainda não pediram a prisão de nenhum deles.



A versão é que, após participar de um baile funk, dois casais se reuniram em uma casa abandonada no Morro da Barão, na Praça Seca, zona oeste. A adolescente teria tido relações sexuais com Ray de Souza, de idade não revelada, que também está na DRCI para prestar depoimento. No mesmo local e momento, Santos teria tido relações com outra menina, de nome e idade não informados, também presente à delegacia nesta noite.

O advogado afirma que os três teriam deixado a adolescente na casa e que não podem dizer se houve estupro em seguida. Antunes admite, no entanto, que Ray expôs foto da adolescente no Whatsapp.

Versão da vítima. O estupro coletivo foi cometido por 33 bandidos envolvidos com o tráfico de drogas no Morro da Barão, afirmou a advogada Elisa Samy, que acompanhou a vítima em seu depoimento.

Ao Estado, Samy afirmou que a adolescente disse ter acordado no domingo sem reconhecer nenhum dos estupradores, que seriam todos ligados ao tráfico de drogas. Com isso, a adolescente isenta Lucas Santos de participação direta. "Ela acordou e contou 33 homens com armas, nenhum deles conhecido. Eram homens do tráfico", afirmou a advogada.

A adolescente prestou depoimento na DRCI e deixou a Cidade da Polícia às 21h20, sem falar com os jornalistas. A advogada disse não saber se continuará no caso. Afirmou que se prontificou a ajudar no depoimento de hoje e que a família decidirá quem representará a adolescente daqui para a frente. 








Condenação por estupro em Sergipe, em 1833






  Sentença do Juiz Municipal Suplente em exercício, ao termo de Porto da Folha – 1833.

    Súmula: Comete pecado mortal o indivíduo que confessa em público suas patifarias e seus boxes e faz gogas de suas victimas desejando a mulher do próximo, para com ella fazer suas chumbregâncias.

    “Visto etc.”

    O adjunto de Promotor Público representou contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Senhora Sant’Anna, quando a mulher de Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava de tocaia em moita de matto sahiu dela de supetão e fez proposta à dita mulher, por quem roia brocha, para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella recusasse, o dito cabra atrofolou-se a ella, deitou-a no chão deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará, e não conseguio matrimônio porque ella gritou e veio em amparo della Nocreto Correia e Clemente Barbosa, que prenderam o cujo flagrante e pediu a condenação delle como incurso nas penas de tentativa de matrimônio proibido e a pulso de sucesso porque a dita mulher tava peijada e com o sucedido deu a luz de menino macho que nasceu morto.

    As testemunhas, duas são de vista porque chegaram no flagrante e bisparam a perversidade do cabra Manoel Duda e as demais são testemunhas de avaluemos. Dizem as leises que duas testemunhas que assistem a qualquer naufrágio de sucesso faz prova, e o Juiz não precisa de testemunhas de avaluemos e assim:

    Considero – que o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento, por quem roia brocha, para coxambrar com ella coisas que só o marido della competia coxambrar porque eram casados pelo regime da Santa Madre Igreja Catholica Romana.

    Considero – que o cabra Manoel Duda deitou a paciente no chão e quando ia começar as suas coxambranças viu todas as encomendas della que só o marido tinha o direito de ver.

    Considero – que a paciente estava peijada e em conseqüência do sucedido deu a luz de um menino macho que nasceu morto.

    Considero – que a morte do menino trouxe prejuízo à herança que podia ter quando o pae delle ou mãe falecesse.

    Considero – que o cabra Manoel Duda é um suplicado deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quis também fazer coxambranças com a Quitéria e a Clarinha, que são moças donzellas e que não conseguio porque ellas repugnaram e deram aviso à polícia.

    Considero – que Manoel Duda está em pecado mortal porque nos Mandamentos de Igreja é proibido desejar a mulher do próximo que elle desejou.

    Considero – que sua Magestade Imperial e o mundo inteiro precisa ficar livre do cabra Manoel Duda, pura secula, seculorum amem, arreiem dos deboxes por elle praticadas e para as fêmeas e machos não sejam mais por elle incomodados.

    Considero – que o cabra Manoel Duda é um sujeito sem vergonha que não nega as suas coxambranças e ainda fez isnoga das encomendas de sua victima e por isso deve ser botado em regime por esse juízo.

    Posto que:

    Condeno o cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher de Xico Bento e por tentativa de mais malifícios iguais, a ser capado, capadura que deverá ser feita a macete.

    A execução desta pena deverá ser feita na cadeia desta villa. Nomeio carrasco o Carcereiro. Feita a capação, depois de trinta dias o mesmo Carcereiro solte o cujo cabra para que vá em paz. O nosso Prior aconselha: Homine debochado debochatus mulherorum inovadabus est sententia quibus capare est macete macetorim carrascus sine facto nortre negare pote.

    Cumpra-se  e apregue-se editaes nos lugares públicos. Apelo ex-officio desta sentença para o Juiz de Direito desta Comarca.

    Porto da Folha, 15 de outubro de 1833
    Ass. Manuel Fernandes dos Santos
    Juiz Municipal suplente em exercício







Martha Rocha (deputada estadual do PDT-RJ) critica delegado da DRCI, Alessandro Thiers, que investiga estupro coletivo em favela de Jacarepaguá RJ




Ex-chefe da Polícia Civil do RJ critica delegado que investiga estupro
Deputada Martha Rocha defende atuação da Delegacia da Mulher no caso.
Investigação está com a Delegacia de Repressão aos crimes de Informática.

Do G1 Rio



A presidente da Comissão Estadual de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputada estadual Martha Rocha (PDT), fez críticas neste sábado (28) à atuação da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) à frente das investigações do estupro sofrido por uma adolescente na Zona Oeste do Rio. 


Ex-chefe da Polícia Civil do estado, a parlamentar defendeu que o inquérito seja conduzido pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) com participação da Delegacia da Mulher (DEAM).

"Quando estamos diante de uma barbárie dessas e o delegado diz que 'está investigando se houve consentimento e que a polícia não pode ser leviana', entendemos porque tantas mulheres deixam de ir às delegacias denunciar casos de abuso sexual e violência", declarou Martha Rocha, que repudiou, por meio de nota, as declarações do delegado titular da DRCI, Alessandro Thiers.


De acordo com a parlamentar, Thiers não deveria apurar o estupro, mas sim ajudar na identificação dos autores e responsáveis pela divulgação do vídeo. Martha Rocha diz, ainda,  entender que a gravação foi a "mola propulsora para o conhecimento do fato", mas afirmou que isso é secundário ao estupro.

"Existem dois fatos. O fato principal é um crime de estupro. O fato acessório é a divulgação desse estupro pela rede social. Eu elogio a ideia da força-tarefa, mas a Deam tem 30 anos de existência. Estamos diante de uma violência contra a mulher. É a unidade especializada com maior expertise.", defendeu a deputada.

"[Na DCAV] A menina não se sentiu invadida, vitimizada", ressaltou a deputada.



Advogada pede troca de delegado

A advogada da adolescente de 16 anos que denunciou ter sido estuprada por 33 homens, em uma comunidade da Zona Oeste do Rio, disse que vai pedir a substituição do delegado que está investigando o caso, Alessandro Thiers, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).

Segundo a advogada informou ao RJTV, durante o novo depoimento da jovem na noite de sexta (27), o delegado deixou a menor se sentindo acuada.

"Havia três homens no ambiente e o delegado, ainda por cima, fez a pergunta se ela tinha hábito de fazer sexo em grupo", afirmou Eloísa Samy. A advogada disse que a família da menina está com medo e que quer proteção policial. De acordo com ela, a secretaria de Assistência Social ainda não fez nenhum tipo de contato com a família da menor.

Em nota, a DRCI afirmou que a investigação é conduzida de forma técnica e imparcial e esclareceu que a investigação do caso tem sido feita de forma integrada pelas duas delegacias especializadas - DRCI e Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) - para realizar apuração do crime.





Desfile da Louis Vuitton no Museu de Arte Contemporânea, em Niterói: Lançamento da Coleção Cruise 2017






Fotos de vítima de estupro segurando armamento pesado são divulgadas na Rede


 





Garota estuprada por 33 agora é violentada virtualmente



Extra


Uma semana depois de ser estuprada por 33 bandidos, a jovem X, de 16 anos, sofreu uma nova violência. Uma conta no Twitter foi criada para, de uma forma enviesada, justificar o crime. Foram postadas fotos de uma menina segurando armas. Independentemente de as imagens serem falsas ou verdadeiras, a estratégia de quem criou a conta faz parte da cultura do estupro.

O objetivo é fazer o público acreditar que a menina andava com bandidos, e que, por isso mesmo, correu o risco de ser estuprada. Ou seja, a culpa não seria dos bandidos, mas da vítima. O mais indignante é que a lógica da cultura do estupro encontrou eco em alguns comentários...


Juliana de Faria, coordenadora da ONG Think Olga, afirma que esse comportamento de tentar culpar a vítima é normal na cultura do estupro, termo que não se refere apenas ao crime do estupro, mas também todos os caminhos levam a essa violência ou a legitimam:

— É como se o estupro fosse culpa da vítima, nunca do criminoso. A mulher ainda é vista como um ser doméstico, que precisa ficar em casa cuidando dos filhos e lavando a roupa. A mulher que não tem apenas esses comportamentos acaba sendo culpabilizada pela sociedade. As pessoas tentam traçar características que fariam ela merecer ser vítima de violência.

Ela lembra que isso não acontece apenas em casos de estupro, mas também de assédios sofridos no cotidiano pelas mulheres:

— Quando uma mulher recebe cantada na rua, as pessoas acham que ela pediu isso, andando com roupas curtas ou batom vermelho.

Feminista, a produtora cultural Jeanne Yépez diz que a divulgação das imagens que supostamente seriam da jovem, infelizmente, não a surpreende:

— Esse é um caso clássico: um estupro aconteceu, e a sociedade tenta encontrar motivos na menina para que ela tenha vivenciado a violência. Essa caso da adolescente nos choca muito, mas não é isolado: precisamos conversar sobre o estupro.

De acordo com ela, o receio de ser estuprada afeta todas as mulheres:

— É um medo que passa pela mente de todas as mulheres que eu já conheci na vida. Acho que é um medo de todas as mulheres mesmo. É um medo que os homens não conhecem.






Tayza Salustiano dos Santos, de 21 anos, é encontrada morta; ex-marido, Nayron Vilar da Silva, de 26 anos de idade, é procurado pela Polícia do RJ










Mulher que desapareceu ao procurar emprego no Rio é encontrada morta
Jovem desaparecida no Rio foi encontrada morta na casa do ex-marido


EXTRA


Tayza Salustiano dos Santos, de 21 anos, que veio da Paraíba para o Rio em busca de emprego e estava desaparecida, foi encontrada morta, nesta sexta-feira, em Pilares, na Zona Norte do Rio. 


De acordo com a Polícia Civil do Rio, o suspeito pelo crime é o ex-marido da vítima, Nayron Vilar da Silva, de 26 anos de idade. Ele mesmo havia registrado o desaparecimento da ex-companheira no último dia 16. O homem se entregou na noite desta sexta-feira, na 53ª DP (Mesquita), e foi preso.

O corpo de Tayza foi encontrado na manhã do dia 27 de maio, no interior de uma casa localizada no Morro do Urubu, bairro Pilares. Segundo Eduardo Santos, sobrinho da vitima, a residência seria do ex-marido da desempregada. Ainda de acordo com Eduardo, antes de ir a polícia, porém, o homem deixou o filho do casal, de dois anos, com uma conhecida, para que ele fosse entregue à família dela.

Tayza deixou sua terra natal, São José do Sabugi, na Paraíba, e se mudou para a capital fluminense em busca de melhores condições para criar o bebê, há cerca de dois meses.

Tayza Salustiano dos Santos estava desaparecidea desde o dia 16 Tayza Salustiano dos Santos estava desaparecidea desde o dia 16 Foto: Reprodução / Facebook

Eduardo Santos, sobrinho da vitima, relata que o casal já estava separado e que o ex-marido era agressivo com Tayza:

— Ele sempre batia muito nela. E tinha a questão do ciúme também. Mas não sei o motivo do crime, já que eles já estavam separados. Mas ele vai paga pelo que fez.

A família ainda não sabe quando será o enterro da vítima.

O caso é acompanhada pela Delegacia de Homicídios da Capital, segundo nota divulgada pela Polícia Civil do Rio. Leia na íntegra:

"Policiais civis da Delegacia de Homicídios da Capital – DH, coordenados pelo Delegado Phelipe Cyrne, prenderam na manhã de hoje, 28 de maio, Nayron Vilar da Silva, de 26 anos de idade, em cumprimento de mandado de prisão expedido no plantão judiciário após representação do Delegado em investigação da própria unidade. Nayron é acusado da morte de sua companheira Tayza Salustiano dos Santos, de 21 anos de idade, desaparecida desde o dia 16 de maio. O corpo de Tayza foi encontrado pela Delegacia, na manhã do dia 27 de maio, no interior de uma casa localizada no Morro do Urubu, bairro Pilares".




Delegado Alessandro Thiers diz ainda não saber se houve estupro em Jacarepaguá RJ





Delegado diz ainda não saber se houve estupro e causa polêmica: O que diz a lei
Segundo a legislação, manter relação sexual com quem não tem 'necessário discernimento do ato' é estupro; vídeo mostra garota desacordada.


Mariana Della Barba
BBC Brasil, Sao Paulo


Advogada da vítima pediu a saída do delegado Alessandro Thiers do caso

O caso da menina de 16 anos estuprada por mais de 30 homens no Rio ganhou um novo desdobramento após o delegado Alessandro Thiers afirmar ainda não estar convencido se realmente houve estupro.

"A gente está investigando se houve consentimento dela, se ela estava dopada e se realmente os fatos aconteceram. A política não pode ser leviana de comprar a ideia de estupro coletivo quando na verdade a gente não sabe ainda", disse, em entrevista coletiva após os depoimentos da vítima e de suspeitos.


A advogada da vítima, Eloísa Samy, acusou Thiers, que é titular da Delegacia de Repressão de Crimes de Informática do Rio, de machismo e pediu seu afastamento do caso.

"Ele não tem condições de conduzir esse caso. Durante o depoimento da vítima, fez perguntas que claramente tentavam culpá-la pelo estupro. Ele chegou a perguntar: 'Você tem por hábito participar de sexo em grupo'. Não acreditei e encerrei o depoimento", disse Samy à BBC Brasil.

"Ele mostra uma atitude machista por claramente desqualificar a vítima e a violência que ela sofreu, a responsabilizando pela violência do estupro. Assim, ela faz com que ela sofra duas vezes, com a violência do estupro e a violência inconstitucional pelo descrédito que lhe é dirigido", acrescentou a advogada.

"Assim fica fácil perceber o que faz com que tantas vítimas de estupro deixem de denunciar seus agressores no Brasil."

A BBC Brasil procurou a Polícia Civil para comentar as acusações - o crime está sendo investigado em conjunto pela Delegacia da Criança e Adolescente Vítima e pela Delegacia de Repressão de Crimes de Informática. Até a publicação deste texto, ainda não havia obtido resposta.

Em nota publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, a polícia afirmou que a investigação "é conduzida de forma técnica e imparcial, na busca da verdade dos fatos, para reunir provas do crime e identificar os agressores, os culpados pelo crime".

Provas
A advogada da vítima também critica o fato de o delegado não ter pedido a prisão preventiva dos suspeitos ouvidos pela política.

"Ele (o advogado) reitera que divulgar imagens como essas envolvendo menores é crime, chama os suspeitos para depor, eles confessam e daí eles são liberados? Não consigo entender. O vídeo não é prova o suficiente?"

Samy afirma ainda que o fato de a gravação mostrar que a garota está desacordada já é prova o suficiente de estupro. O delegado, no entanto, alegou que não ainda havia subsídios para pedir a prisão preventiva.

Para o procurador de Justiça Mario Sarrubbo, professor da Faculdade de Direito da Faap, de São Paulo, o vídeo que mostra a garota deitada e desacordada enquanto os rapazes tocam suas partes íntimas e debocham é um "indício forte" de que houve o estupro, e deve ser confrontado com outras provas.

"Eu teria pedido a preventiva. Temos um vídeo com confissão", diz ele. "Eles afirmam (em gíria própria) que houve estupro."

No vídeo, um dos rapazes diz: "Mais de 30 engravidou". Em uma foto divulgada também pelo Twitter é possível até ver o rosto de um deles, que posa para a câmera em frente à menina.

O Código Penal Brasileiro, em seu artigo 213 (alterado pela Lei 12.015/09), considera atos libidinosos não consentidos como crime de estupro.

"Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso", descreve a lei.

"Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas com alguém que por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência", acrescenta.

Enviar vídeos ou fotos de menores de idade é crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com pena de três a seis anos de prisão.

'Nítido'


"É nítido no vídeo que ela não tinha condições de manifestar sua vontade ou não (de consentir o sexo). É claro que ela está dopada e/ou desacordada e, portanto, vulnerável. Isso por si só já está tipificado no Código Penal como violência sexual mediante fraude", avalia a advogada Ana Lucia Keunecke, diretora jurídica da ONG de defesa dos direitos das mulheres Artemis.

"Não havendo assim nenhuma necessidade de outras provas, já havendo indícios suficientes para o pedido de prisão preventiva dos suspeitos."

Segundo ela, é comum ver delegados fazendo com que a vítima prove que houve estupro.

"Não creio que o fato de não se ter pedido a prisão preventiva dos suspeitos seja despreparo da autoridade, é cultura do machismo, cultura do estupro", afirma Ana Lucia.

Trauma


A advogada da adolescente também diz ter ficado revoltada com o fato de o delegado ter marcado o depoimento dos suspeitos para o mesmo momento em que a adolescente estava na delegacia. "Exatamente no mesmo horário e local. Ela ficou ainda mais abalada."

Segundo Samy, a jovem está extremamente traumatizada. "Ela está começando a apresentar sintomas de síndrome de pânico. Não quer sair de casa. Está muito abalada."

A advogada diz que o Estado não ofereceu nenhum tipo de acompanhamento psicológico - ela mesma teria conseguido o apoio de um profissional para sua cliente.




Rye Hunt , australiano de 25 anos, desaparecido no RJ deixou Aeroporto do Galeão de Taxi





Australiano desaparecido deixou o Galeão em um táxi, diz polícia
Itamaraty concedeu um visto para a namorada de Rye Hunt vir ao Brasil ajudar nas buscas


   
POR NATÁLIA BOERE / RAFAEL NASCIMENTO




RIO e BRASÍLIA — A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Descobertas de Paradeiros (DDPA), descobriu que o jovem australiano que desapareceu no Rio deixou o Aeroporto do Galeão, onde foi pisto pela última vez, de táxi. A informação foi obtida através da análise das imagens das câmeras de segurança do aeroporto. Segundo a família, Rye Hunt , de 25 anos, foi visto pela última vez no dia 21 de maio.

Familiares e amigos não conseguem contato com o jovem. De acordo com a irmã de Rye, ele estava com um amigo, Mitchel, de 22 anos, no aeroporto e, após uma desavença, combinou de encontrá-lo novamente em 30 minutos, mas não apareceu no local combinado. Os dois seguiriam para a Bolívia.

- Eles não tinham comprado a passagem ainda. Quando chegaram ao aeroporto, tiveram uma discussão sobre que voo pegar para La Paz e resolveram se separar por 30 minutos para esfriar a cabeça. Rye, no entanto, não voltou ao encontro de Mitchel, e isso é muito estranho. Ele não é de abandonar os amigos - diz Romany Bordribb, irmã do rapaz.

Desde então, não há registros de movimentações da conta bancária do jovem. Além disso, neste período, ele não teria acessado suas mídias sociais. Rye costumava entrar em contato diariamente com sua namorada, Emeline Bonnie Cuthert, com quem stá envolvido há 5 anos. Mas não deu notícia nos últimos 7 dias.

"Nosso próximo passo é ir para o Brasil e ajudar nas buscas", escreveu a namorada de Rye em sua página numa rede social, cuja imagem de capa tem os dizeres "Encontre Rye".

O Consulado do Brasil em Sydney concedeu na última sexta-feira um visto para Emeline.

- Rye planejava encontrar a namorada na Europa em agosto. Eles se falaram horas antes de ele desaparecer - relata Romany, contando que dois membros da família também vem ao Brasil na semana que vem. - Estamos decidindo quem.

Nascido na cidade de Hobart, com menos de 50 mil habitantes, Rye morava em outra pequena cidade australiana, Kalgoorlie, onde trabalhava como eletricista. O jovem tinha deixado Austrália com o amigo no dia 7 de abril, sentindo Tailândia. A dupla ainda passou pela Argentina antes de chegar ao Rio.

- Eles estavam hospedados em um hotel em Copacabana e não conheciam ninguém aí - afirma Romany, acrescentando que Mitchel segue na cidade para ajudar nas buscas por Rye. — Estamos apreensivos. Ele faz muita falta.

Segundo a irmã do jovem, ele não usa medicamentos, nem é dependende químico.

- Ele é uma pessoa saudável, preocupada com a alimentação. Praticava esportes, jogava futebol e fazia corrida - comenta ela.

A Embaixada da Austrália no Brasil informou que está ciente do caso e que a família está recebendo "assistência consular do governo australiano". No Brasil, diligências já são realizadas pela Polícia Civil.

No dia sete de abril, Rye deixou em sua página de rede social uma mensagem sobre o início da viagem. Junto com o texto, foi postada uma foto em que também estava o amigo:

"Embarcando em uma aventura agora para ver o mundo nos próximos meses(...) Fiquem bem, espero ver todos vocês quando voltarmos", diz um trecho do texto.

A Polícia Civil pede que o cidadão que tiver qualquer informação que possa contribuir com a investigação pode entrar com a DDPA através do (21) 2202-0337 e (21) 2202-0338. Outra alternativa é a Central de Atendimento ao Cidadão (CAC), pelos números (21) 2334-8823, (21) 2334-8835 e pelo chat https://cacpcerj.pcivil.rj.gov.br.




sexta-feira, 27 de maio de 2016

Ponte Estaiada da Barra da Tijuca, RJ










Os Pudicos Vestais do Planalto Central do Brasil
















Estupro coletivo em Jacarepaguá pode ter tido participação de 36 homens, segundo a Polícia do RJ






Para polícia, estupro coletivo pode ter tido a participação de 36 homens
Chefe da polícia Civil do Rio, Fernando Veloso diz que há 'indícios veementes' de que se trata de um caso de estupro


MARLOS BITTENCOURT


Rio - O chefe da Polícia Civil do Rio, Fernando Veloso, em entrevista deu detalhes sobre a investigação do caso de estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos na Zona Oeste do Rio. De acordo com Veloso, há "indícios veementes" de que houve um crime de estupro, mas não é possível afirmar que de fato isso aconteceu até que as investigações sejam concluidas. O número de participantes do ato também não foi confirmado, a adolescente fala em 33, mas a polícia acredita que 36 homens teriam abusado a jovem.


Coletiva sobre a Jovem que foi estrupada na Zona Oeste , no centro da mesa chefe de polícia Ferndando Veloso, Cristina Honorato (DCAV) e Alessandro Thias na Cidade da Pol
Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Mesmo se mostrando chocado com o caso, Veloso foi cauteloso ao definir, "como pai e marido eu gostaria de ver os responsáveis pelo ato presos, mas como policial precisamos concluir a investigação técnica para ter a certeza dos crimes".

A polícia ainda não confirmou oficialmente o estupro. Segundo o delegado, "vai fazer toda a diferença quando uma dessas pessoas for de fato capturada e trazida para prestar depoimento"."Nós não chegamos ainda a conclusões para poder dizer, como tem sido dito, um estupro coletivo com 33 ou 36 ou 30 pessoas. Mas essa linha vai se tornando cada vez mais forte na medida em que as investigações vão evoluindo", afirmou. A coletiva de imprensa foi realizada na Cidade da Polícia (CIDPOL), no Jacarezinho, Zona Norte do Rio

Anonymous Brasil

O grupo de hackers Anonymous Brasil divulgou nesta sexta-feira uma nota onde afirma que está à procura dos responspaveis pelo estupro coletivo da adolescente de 16 anos, que aconteceu na Zona Oeste do Rio. “Estamos totalmente dedicados na identificação e localização dos envolvidos no recente caso de estupro coletivo que tem chamado a atenção da mídia.”

“Qualquer um que apoie, divulgue, seja conivente, assista, compartilhe, ou simplesmente que não aceite o fato de que o único culpado pelo estupro é o próprio estuprador, será visto por Anonymous também como inimigo. Nós estamos caçando cada um de vocês, iremos identificá-los, iremos expô-los, e iremos nos vingar”, disse o grupo, no comunicado.





Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, se entrega à Polícia; amigo, Raí de Souza, debocha na delegacia: 'mais famoso que a Dilma'...







Suspeito de participar de estupro coletivo, namorado de vítima presta depoimento no Rio



Extra



Suspeito de participar do estupro coletivo de uma jovem de 16 anos na Zona Oeste do Rio, o namorado da adolescente acaba de chegar à Delegacia de Repressão a Crimes de Informática. 

Jogador de futebol pelo clube Boavista, de 20 anos, ele chegou acompanhado por um amigo, Raí de Souza, e não quis falar com a imprensa.

Diante das câmeras, o acompanhante do suspeito chegou a brincar que Lucas está “mais famoso do que Dilma” e chegou a acenar para repórteres e fotógrafos.

Segundo a delegada Cristina Bento, da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav), a vítima prestou depoimento ao órgão, que usou uma metodologia chamada depoimento livre, especificamente empregada para menores de idade, mas afirmou que não podia revelar o conteúdo revelado pela adolescente.



A avó da jovem, violentada por 33 homens, revelou que o motivo do crime seria vingança do namorado. De acordo com ela, a menina contou que ele cometeu o crime porque achava que havia sido traído. A menina, de 16 anos, não mora no Morro São João, na Praça Seca, Jacarepaguá, onde foi violentada. Ela frequentava o local por causa do rapaz.

— Nós não conhecíamos esse namorado. Ela nunca o trouxe aqui — conta a vó.


Estupro coletivo foi divulgado na internet

A vítima de um estupro coletivo já foi ouvida pela polícia, no Rio de Janeiro. Em um vídeo que circula nas redes sociais, a jovem aparece nua e desacordada após uma sessão de estupro. As investigações continuam em andamento na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).

Nas imagens, dois homens exibem a jovem: “Essa aqui, mais de 30 engravidou. Entendeu ou não entendeu?”, diz um dos homens na filmagem.

Os homens também exibem o órgão genital da jovem ainda sagrando. “Olha como que tá (sic). Sangrando. Olha onde o trem passou. Onde o trem bala passou de marreta” , diz o outro agressor, orgulhoso.

O caso ganhou repercussão pelo Twitter após os agressores divulgarem as imagens na internet. Além do vídeo, há pelo menos uma foto de um homem a frente do corpo nu da jovem. O perfil de um dos homens que postaram as imagens foi apagado.


Clube ficou chocado com suspeita de envolvimento

Gestor do clube, João Paulo Magalhães, afirma que a relação do atleta — conhecido como Luquinhas pelos colegas — com o crime que choca o país é surpreendente para todos os atletas e equipe:

— Ninguém podia esperar isso, é um menino bom, sempre foi um bom garoto. Mas o Boavista espera que qualquer pessoa que tenha participado dessa barbaridade seja condenada com a penalidade máxima.

De acordo com Magalhães, a vítima nunca foi vista nos treinos do time, e Lucas estava de férias desde o fim do Campeonato Carioca. O contrato do meia com o clube ia até o fim do ano e seria renovado, se o jogador continuasse com a mesma performance:

— Ele joga aqui desde os 15 anos, quando foi descoberto pelo ex-jogador Clarence Seedorf.

O departamento jurídico do clube também acompanha as investigações.











Médica capixaba Eliza Cremasco é encontrada em estação de trem em Caieiras em SP








Passageiro reconheceu Eliza Cremasco e a levou até funcionária da empresa.
Mulher estava desaparecida desde quarta, quando chegou da Europa.


Do G1 São Paulo


A assessoria de imprensa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) informou que a médica capixaba Eliza Cremasco, de 66 anos, foi reconhecida por um passageiro na tarde desta sexta-feira (27) e levada para a estação Caieiras, na Grande São Paulo. Ela está acompanhada por uma funcionária da CPTM aguardando a chegada de familiares.

"Acionaram a guarda municipal e entraram em contato conosco", afirmou João Cremasco, sobrinho de Eliza. "Ela está bem, lúcida, mas vamos levá-la para um hospital para ver o quadro clínico dela. A família está muito aliviada e agradecida à polícia Civil, Militar, guarda civil de São Paulo e de Caieiras e à imprensa."

Eliza Cremasco desapareceu na quarta-feira (25) depois de chegar de uma viagem à Itália no Aeroporto Internacional de Guarulhos e se desencontrar de uma amiga. A médica deveria embarcar para Vitória, capital do Espírito Santo.

A mulher sofre de lapsos de memória, segundo seus familiares, que vieram a São Paulo para ajudar à polícia nas buscas à médica. Para eles, Eliza deveria ter ficado desorientada.







Zona Portuária do RJ







Eliza Cremasco, médica de 66 anos, desaparecida no Aeroporto de Cumbica SP








Imagens mostram médica capixaba andando no aeroporto de Guarulhos
Eliza Cremasco chegou de viagem internacional e não voltou para Vitória.
Segundo irmão, ela pode ter entrado em um carro na saída do terminal.


Do G1 São Paulo




Imagens de câmeras de segurança do Aeroporto Internacional de Guarulhos mostram a médica capixaba Eliza Cremasco, de 66 anos, caminhando pelo terminal depois de desembarcar nesta quarta-feira (25). Segundo familiares, Eliza está desaparecida.

A mulher havia acabado de chegar de uma viagem internacional, por volta de 5 horas, e deveria ter entrado em um voo para Vitória às 8h45, o que não aconteceu. Na chega a São Paulo, ela teria se perdido de uma amiga que viajou em sua companhia.
De acordo com João, irmão de Eliza, a família recebeu informações de que a mulher teria entrado em um carro Zafira na saída do aeroporto. A polícia analisa imagens para tentar identificar a placa do veículo e se a pessoa que aparece nas imagens é Eliza.


Uma das imagens de dentro do aeroporto mostra Eliza passando com uma mochila amarela nas costas, uma bolsa pequena à tiracolo e puxando duas malas de viagem.
A outra imagem mostra a mulher andando pela área de desembarque já sem a bolsa amarela e a mala, com as mãos na cintura, aparentemente procurando alguma coisa.

Uma terceira imagem mostra Eliza passando junto a pessoas sentadas em mesas junto a uma lanchonete na área de desembarque. Ela também aparece, sem a mochila e a mala, caminhando pelo saguão de embarque do aeroporto.

Eliza Cremasco é oftalmologista em Vitória, não é casada e não tem filhos. Dois irmãos dela já saíram de Vitória e foram para São Paulo para ajudar nas buscas. O sobrinho da médica, João Aender Cremasco, de 40 anos, que é juiz em São Paulo, está pedindo ajuda da imprensa para localizar a tia.

A Polícia Civil de São Paulo foi procurada pelo G1 e informou que o caso está sendo investigado no 3º Departamento de Polícia (DP) do aeroporto de Guarulhos. Segundo a polícia, o sobrinho da médica foi até a área de desembarque e encontrou as bagagens da tia. Ele registrou um boletim de ocorrência.

João Cremasco, sobrinho da médica, contou que a polícia vistoriou o Aeroporto de Guarulhos com a ajuda de funcionários locais.

"Ontem (quarta), passei dia e noite no aeroporto. Já visualizamos as filmagens do aeroporto inteiro, localizamos imagens dela desembarcando, pegando as malas, saindo do terminal internacional e entrando no doméstico, na maior normalidade. 

Nas imagens, pudemos ver que ela não foi abordada por ninguém. Checamos cada milímetro do aeroporto. Ninguém a viu, nem funcionários da limpeza. O nome dela foi anunciado diversas vezes ao longo do dia, sem resposta. Temos certeza de que ela não está lá. É um desaparecimento inexplicável", comentou João Cremasco.

A médica chegou de uma viagem de Roma, na Itália, na madrugada desta quarta-feira (25). Ela havia ido, na companhia de uma amiga, visitar uma irmã que mora na capital italiana. Passou cerca de duas semanas no país e retornou chegando pelo Aeroporto de Guarulhos.

"Ela e a amiga se desencontraram no desembarque. Depois, quando entrou no avião e viu que a minha tia não estava lá, acionou logo a nossa família", conta João Cremasco.

Assim que souberam do desaparecimento de Eliza Cremasco, familiares dela começaram a procurá-la no aeroporto e na cidade de São Paulo. Também fizeram boletim de ocorrência, e a polícia civil entrou no caso.

Os parentes da oftalmologista também já percorreram hospitais e hotéis da capital paulista e continuam as buscas nesta quinta-feira (26), quando já se completaram 24 horas do sumiço da médica.



Problemas de memória

De acordo com João, Eliza Cremasco já havia manifestado alguns lapsos de memória, daí a preocupação da família de que ela esteja perdida na cidade. "Ela já apresentou uns lapsos de memória, mas nada que prejudicasse a autonomia dela. Viajava sozinha sempre, sem problemas", conta João.

A irmã da médica, a engenheira Maria Helena Cremasco, 62 anos, que mora em Nova Venécia, disse que a família tem esperanças de que Eliza Cremasco faça contato. "Estamos monitorando o cartão de crédito dela, que ainda não foi usado", disse. Na família, eles são em 11 irmãos.

Segundo Maria Helena, a irmã começou a apresentar problemas de memória há pelo menos um ano. "Mas como médica ela estava consciente do problema. Buscou tratamento, estava sendo medicada. Ela morava sozinha, mas sempre alguém da família estava por perto", comentou ela.

Eliza Cremasco mora na Praia do Canto e ainda atua como oftalmologista em um consultório na Praia do Suá, em Vitória. "Nos últimos meses, ela já estava reduzindo o ritmo de trabalho, atendendo apenas pacientes mais antigos", afirmou a irmã da médica.