
Renan Truffi
A irmã de Ricardo Prudente de Aquino, morto por policiais militares na quarta-feira depois de fugir de uma abordagem na zona oeste de São Paulo, desmentiu nesta quinta-feira o argumento usado pelos PMs que mataram o publicitário. Após perseguição de 10 minutos, os três policiais envolvidos disseram que dispararam contra o Ford Fiesta da vítima porque confundiram o celular dele com uma arma. De acordo com Fernanda Aquino, 36 anos, o aparelho de telefone do irmão estava sem bateria.
"Acho muito estranha esta história, porque, antes de sair da casa de um amigo, ele ligou para avisar que a bateria do celular dele tinha acabado", afirmou, antes de negar também que ele carregasse maconha no carro. Os dois cabos e um soldado disseram ter encontrado 50 g da droga no veículo após revista.
Acompanhada da tia, Claudia Sacramento, 44 anos, Fernanda foi ao 14º DP, em Pinheiros, onde o inquérito foi instaurado, para fazer um boletim de ocorrência. Elas dizem que a família não recebeu até agora a carteira da vítima, que estava no carro quando ele foi morto. "A única coisa que entregaram foi o RG (documento de identidade) e o iPad", disse.
Fernanda também confirmou que um tenente da PM, que ela chamou de Gilberto Evangelista, foi pessoalmente à casa do publicitário para pedir desculpas aos familiares. Os três policiais foram presos em flagrante por homicídio doloso, quando há intenção de matar.
Pq afinal esse cara fugiu durante esse tempo todo da policia se ele não tinha nada a esconder?
ResponderExcluirQue houve abuso de força policial houve, mas tbm muita imprudência da parte da vitima ao assumir esse comportamento suspeito, ainda mais sabendo o quão despreparados são os policiais de SP.