
Alexandre Barreira
As irmãs Renata de Cássia Yoshifusa, de 21 anos, e Roberta Yuri Yoshifusa, de 16, foram brutalmente assassinadas no início da noite de ontem, na casa em que moravam na Rua Mariana Najar, na Vila Oliveira.
Segundo o relato feito por um funcionário da família, o pintor conhecido como Júnior, três homens teriam invadido a residência para assaltar e entraram em luta corporal com as meninas e ele, que teve ferimentos nos braços e no abdome.
O delegado Francisco Del Poente, que auxiliou nas investigações iniciais do crime, destacou que as meninas foram mortas com vários golpes de instrumento cortante, principalmente na região do pescoço. A perícia encontrou duas facas próximas dos corpos das vítimas, uma delas quebrada.
De acordo com as investigações preliminares, o homem que estava na casa no momento do crime, o pintor Júnior, que tem o apelido de "Tartaruga", disse que três homens entraram na casa e tentaram abusar das meninas. Ele teria tentado impedir a ação dos criminosos, mas também foi ferido. De acordo com relato feito aos policiais, ele teria se refugiado no banheiro da casa e ligado para a Polícia. "Não podemos descartar nenhuma hipótese. Ele (Júnior) já está fora de perigo e com calma vamos voltar a ouvi-lo. O que dá para adiantar é que ele mesmo não sustenta muito esta versão de que três homens teriam entrado na casa", afirmou Del Poente.
Em depoimento preliminar ao delegado momentos depois do crime, o pai das meninas, o comerciante Nelson Yoshifusa, teria dito que há 15 dias ele e as filhas estariam recebendo ameaças por telefone de uma pessoa conhecida como Ricardo e que teria tido um relacionamento com a Renata. "Esta versão também será avaliada. Precisamos descobrir quem é esta pessoa", disse Del Poente.
O pai e a mãe das meninas, Rita, chegaram à residência minutos após o crime. A mãe precisou ser levada com urgência para o hospital em estado de choque. O pai recebeu atendimento médico ainda no local e depois foi levado ao hospital. Os dois ficaram extremamente abalados com a crueldade do crime contra as filhas.
A empregada da casa, Marlene Pereira da Silva, disse ao delegado que deixou a casa por volta das 18 horas e ficaram na residência Roberta, que estaria dormindo, o pintor Júnior e uma terceira pessoa, o zelador da piscina, conhecido apenas como Nelson, que teria aproximadamente 60 anos. "Todos são de confiança da família, convivem com eles há muito tempo. Não acredito que tenham feito algo a elas. Há quatro anos que trabalho aqui e eles sempre se deram bem com os patrões", afirmou Marlene.
A Polícia vai abrir duas linhas de investigação: a primeira de duplo homicídio qualificado e a segunda de latrocínio (roubo seguido de morte). "Não há indícios de arrombamento na residência, mas não podemos descartar nenhum tipo de informação", definiu Del Poente.
PS: A Perícia não terá muitas dificuldades em distinguir se este pintor tem marcas características de luta contra três homens ou duas mulheres... JS
Pena de morte para esse elemento. Não se trata de suspeito Brasil, não adianta lotar as cadeias para tentar manter fora de sociedade, pois sempre voltam.
ResponderExcluirNossas Leis devem ser revistas, devemos acabar com a facilidade que temos diante da Carta Maior.
O Brasil vai parar no dia do julgamento, e que venha 60, 70...anos, muitos e muitos anos de prisão, para que com 30 anos em cumprimento este elemento já esteja fraco e debilitado.
Muito triste ler que se tratava de alguém tão próximo, pois é Brasil, é sempre alguém próximo.