"DROGÔMETRO" CHEGOU, PARA PEGAR A SENHORA E TAMBÉM O SENHOR!
Se liga que a Lei Seca mudou!
O Contran regulamentou o "drogômetro" de saliva para detectar substâncias como maconha e cocaína nas blitze.
Muita gente acha que o uso é inofensivo ou puramente recreativo, mas a perda de reflexo e a distorção de espaço e tempo ao volante são perigos reais no trânsito caótico do Rio.
E os calmantes?
O aparelho foca em drogas de abuso, mas o motorista que estiver visivelmente alterado por remédios controlados ainda roda na fiscalização visual do agente.
A regra tá no papel agora em agosto de 2026, mas os aparelhos dependem de certificação do Inmetro para ir pras ruas.
Olhando a calmaria do Shopping Cassino Atlântico e a movimentação no ponto final do 474, a gente percebe como o planejamento do Rio de Janeiro é complexo.
Agora, surgiu mais uma daquelas propostas que ganham força em épocas de eleição: banir o 474 de Copacabana.
Historicamente, tentar usar o transporte público para isolar áreas lembra políticas de segregação como as que criaram Soweto, na África do Sul.
Mas, além do peso social, propostas assim esbarram em uma total falta de lógica prática.
Achar que cortar uma linha de ônibus resolve os desafios da Zona Sul é pura ilusão.
A cidade real não desaparece por decreto.
Quem precisa trabalhar ou quer frequentar o espaço público vai continuar vindo — seja de metrô, mudando para outra linha, a pé ou de qualquer outra forma.
Mudar o ponto final só cria mais burocracia e prejudica quem move a economia da cidade.
O Rio de Janeiro é feito de conexões e convivências inevitáveis, e tentar criar barreiras invisíveis nunca foi, nem nunca será, a solução real.
Escondido atrás das grades na Rua da Glória, este imponente palácio de estilo eclético guarda mais de um século de história e o dia a dia da Igreja Católica no Rio de Janeiro.
História e Arquitetura:
Inaugurado em 1918, o prédio foi projetado pelo renomado arquiteto italiano Morales de los Rios (o mesmo do Museu Nacional de Belas Artes). Ele foi construído a pedido de Dom Joaquim Arcoverde — o primeiríssimo cardeal da América Latina — e leva o nome de São Joaquim em sua homenagem.
O que funciona lá dentro?
Diferente do que muitos pensam, o local não é aberto ao turismo. Ele serve como residência fixa do atual arcebispo do Rio, Cardeal Dom Orani Tempesta, e abriga gabinetes de despacho, recepções oficiais e uma capela privada belíssima. Toda a burocracia pesada da arquidiocese fica no prédio vizinho (Edifício João Paulo II).
Momento Histórico na Sacada:
Se você olhar bem para a sacada principal voltada para a rua (perto da Taberna da Glória), vai lembrar de um momento único: em 26 de julho de 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude, o Papa Francisco apareceu exatamente ali! Ele realizou a tradicional Oração do Ângelus para os fiéis que lotaram a rua, logo após ter feito um encontro privado e emocionante com jovens detentos dentro do palácio.
Uma verdadeira joia da arquitetura e da história carioca que muitos passam em frente todos os dias sem conhecer o passado!
Complexo da Maré tem 140 mil habitantes e por volta de 15 comunidades:
Timbáu; Baixa do Sapateiro; Marcelo Dias; Parque Maré; Rubens Vaz; Roquete Pinto; Parque União; Nova Holanda; Praia de Ramos; Conjunto Esperança; Vila do João; Vila Pinheiro; Conjunto Pinheiro; Bento Ribeiro Dantas; Nova Maré; Salsa e Merengue; Chaves.
Os mais populosos são Parque União (20 mil); Vila Pinheiro (15 mil) e Nova Holanda ,(13 mil).
MOTEL EBONY E A VERDADEIRA TRAGÉDIA DO RADIALISTA WALDIR VIEIRA
Olhando para esse hotel moderno e espelhado aqui na Rua da Glória, você jamais imaginaria o passado sombrio dele.
Nos anos 80 e 90, este prédio era completamente diferente: um bloco monolítico 100% pintado de preto, sem janelas para o exterior. Era o Motel Ebony, um dos templos do fetiche e da boemia mais famosos do Rio de Janeiro, cuja única iluminação externa era o letreiro em neon vermelho de uma diabinha piscando na fachada.
A Tragédia e o Mito
Mas em novembro de 1985, o mistério virou tragédia nacional. O famoso radialista da Rádio Globo, Waldir Vieira — conhecido por sua imagem de 'homem de família' —, foi encontrado morto em uma das suítes ao lado de uma jovem. Os dois foram asfixiados por monóxido de carbono devido a um erro na tubulação de gás do motel. Durante décadas, o imaginário popular cravou que a moça era uma sobrinha dele, menor de idade. Mas a verdade histórica que pouca gente conta é que ela era Sueli Pessanha, uma bancária de 22 anos, maior de idade, e sem qualquer parentesco com ele. O boato da 'sobrinha adolescente' foi alimentado pela imprensa sensacionalista da época para chocar a sociedade.
O Desfecho e o Apagamento
O caso foi tão marcante que os quartos pretos e o gás geraram apelidos mórbidos na vizinhança. Anos mais tarde, o Ebony se reergueu com famosas festas liberais nas noites de quinta-feira, que chegavam a travar o trânsito de toda a Glória. Em 2011, o prédio foi totalmente reformado e transformado em moderno e ótimo hotel executivo, confortável e atraente; em uma tentativa radical de apagar da memória urbana o icônico 'prédio preto da diabinha'.
Passando pela Praça Tiradentes, entrei por acaso no CRAB Sebrae e encontrei a exposição "Boi-Bumbá de Parintins: Do Brincar ao Futuro".
O grande diferencial aqui é a execução.
Longe de ser uma mostra improvisada, o espaço destaca o rigor técnico e o acabamento impecável dos mestres artesãos do Amazonas, com uma curadoria de design e iluminação cênica que valoriza cada detalhe das oito salas.
Fica a recomendação para quem busca um roteiro cultural de qualidade no Centro.
DO ABANDONO À RESISTÊNCIA: O DOMINGO DE SAMBA QUE RETOMOU O CENTRO DO RIO
O Centro do Rio respira história, contradições e, acima de tudo, capacidade de se reinventar através da cultura popular. Este registro de 1m25s mostra como duas ocupações dominicais vizinhas estão reescrevendo o cenário da região.
1. Samba do Passeio: Revitalização do Espaço Público
Quem frequenta a região lembra que o Passeio Público — o parque mais antigo do Brasil — amargou anos de abandono severo, chegando a virar um ponto crítico de consumo de drogas e insegurança no coração da cidade.
• A virada: A chegada do Samba do Passeio e da feira cultural aos domingos mudou esse jogo. Ocupando o espaço com música, gastronomia de rua, artesanato, moda e tatuagem, o movimento devolveu as famílias e os trabalhadores para as alamedas do parque.
2. Beco das Carmelitas: A Força da Resistência
Cruzando a Augusto Severo, o vídeo corta para o Beco das Carmelitas, emoldurado por impressionantes painéis de grafite. Esse pedaço carrega a essência da Lapa profunda e real.
• Memória da Esquina: O samba ali acontece colado na icônica esquina da Rua Moraes e Vale com a Rua Marquês Rebelo (aquela ruelinha estreita que passa nos fundos da Igreja do Desterro).
Luta Popular: Aquele grande edifício da esquina foi, por décadas, um símbolo de habitação popular e cortiços. Uma realidade dura, de famílias e crianças enfrentando dificuldades extremas no meio do ambiente "barra pesada" da boemia, mas que fincaram raízes e resistiram no Centro.
Território de Lendas
Essa mesma vizinhança foi o quintal de figuras míticas como Madame Satã, o maior símbolo de malandragem e resistência negra e LGBTQIA+ da história da Lapa, que circulava exatamente por esses mesmos becos e calçadas.
Cultura como Escudo
Hoje, projetos como o Novo Beco e o Samba da Resistência mostram que a música de rua não é apenas entretenimento: é uma ferramenta social que preserva a memória de quem sempre habitou a região e protege o patrimônio histórico do Rio através do afeto e do respeito comunitário.
Base PARADA é o principal local de descanso para motociclistas e ciclistas entregadores, localizada sob o viaduto Pedro Álvares Cabral, na esquina da Praia de Botafogo com a Rua Voluntários da Pátria.
O espaço é gratuito, aberto a entregadores de qualquer plataforma, e oferece infraestrutura completa:
• Estacionamento exclusivo para motos e bicicletas.
• Área de descanso climatizada com micro-ondas e bebedouro.
• Tomadas para recarga de celulares e Wi-Fi gratuito.
• Sanitários masculinos e femininos.
• Funcionamento diário, das 10h às 22h, incluindo finais de semana.
A iniciativa faz parte do projeto da Prefeitura do Rio de Janeiro em parceria com a 99, visando dar mais dignidade e suporte aos profissionais nas ruas.
• Público Alvo: O ponto de apoio da 99 é 100% gratuito e aberto para entregadores de qualquer aplicativo (iFood, Uber, Rappi, etc.).
• Contrapartida: O patrocínio da 99 faz parte de um grande acordo com a prefeitura que também envolve melhorias de segurança e monitoramento para os motociclistas parceiros deles.
Mandela 2, Avenida Leopoldo Bulhões (Faixa de Gaza).
Lado calçada dos fundos da FioCruz; aparecem os prédios coloridos do PAC (Susep, Dsup); Varginha (Parque Carlos Chagas); Vila Turismo e Morro do Amorim.
Na Avenida também se localizam a UPA Manguinhos, Ciep Juscelino Kubitscheck e a Biblioteca Parque Marielle Franco.
Essas comunidades, desse lado da via, somam aproximadamente 48 mil habitantes.
Base de Apoio para entregadores em veículos de duas rodas no RJ
Esse que estou mostrando fica na Praça da Bandeira, abaixo do Viaduto Paulo de Frontin.
Porém existem mais dois: em Botafogo e na Barra da Tijuca.
Totalmente gratuito;
Funciona de domingo a domingo, de 10h às 22h.
Possuem banheiros, local para refeição, micro-ondas, ponto de carregamento de celular, sala de refeições e descanso, além de espaço para alguma manutenção rápida e calibragem de pneus.
Segurança total e monitoramento por câmeras.
A Prefeitura do RJ está prometendo instalação de mais 10 a 15 pontos desses pela cidade.
Avenida Leopoldo Bulhões, também conhecida como "Faixa de Gaza".
Complexo de Manguinhos sentido Bonsucesso/Benfica onde se localizam as Comunidades Mandela de Pedra; Vitória de Manguinhos (Conab/Cobal); Arará; Conjunto Samora Machel; Parque Cruz e Parque João Goulart.
Esse lado é o da linha do trem; calçada oposta à Fio Cruz e Mandela 2.
Todo Complexo de Manguinhos possui de 36 a 48,5 mil moradores; desse lado direito entre 15 mil a 20 mil habitantes.
O RAIO-X DA AVENIDA SUBURBANA: CONTRASTES, SERVIÇOS PÚBLICOS E A FORÇA TRABALHADORA DO JACAREZINHO
Um registro rápido em 1 minuto e 25 segundos para mostrar um trajeto marcante pela Avenida Dom Hélder Câmara, na borda do Jacarezinho.
Essa região da Zona Norte é um dos eixos mais dinâmicos do Rio, e quem circula por aqui — como na Avenida dos Democráticos logo ao lado, onde inclusive já registrei em vídeo um forte confronto há alguns anos (disponível no YouTube) — sabe que cada quarteirão guarda uma história.
O vídeo atual começa em frente aos portões principais da Cidade da Polícia, complexo construído aproveitando a estrutura da antiga fábrica da Schweitzer-Mauduit (a histórica divisão gráfica de embalagens que atendia a Souza Cruz).
Ao atravessar a pista, esbarramos no muro da tradicional escola de samba Unidos do Jacarezinho e no forte movimento do comércio e das calçadas do bairro.
Mas o ponto central desse registro é mostrar a rede de apoio urbano que resiste e atende quem mais precisa.
Filmando o complexo público na avenida, vemos uma excelente iniciativa de integração social: o Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) Padre Nelson Carlos Del Mônaco funcionando porta com porta com a Clínica da Família Anthidio Dias da Silveira. Saúde e educação unificadas para facilitar a vida das mães e pais trabalhadores.
Logo em seguida, a sede da SUIPA completa esse cinturão de serviços essenciais na calçada.
Terminando o trajeto sob o Viaduto de Benfica, fica a reflexão sobre o coração desse território.
O Jacarezinho abriga uma população estimada em cerca de 40 mil habitantes.
Muito além dos rótulos e dos estereótipos, o que move esse lugar diariamente é a força de milhares de profissionais, operários e prestadores de serviço que acordam de madrugada para trabalhar e colocar a engrenagem do Rio de Janeiro para funcionar.
É o cotidiano real pulsando nas calçadas da nossa cidade.
O cenário que você vê hoje na Avenida Rei Pelé (antiga Radial Oeste) parece o de sempre, mas ontem esse trecho do Maracanã viveu momentos de pânico.
Surgida na década de 1970, a Favela do Metrô já passou por dezenas de demolições e promessas de realocação que nunca resolveram o problema de vez. O poder público remove, deixa o terreno vazio, e a ocupação volta. Hoje, o local abriga um forte polo informal de oficinas, mecânicos e comércio de peças antigas.
Ontem (quarta-feira), uma forte operação policial contra ferros-velhos clandestinos na região terminou em tiroteio, protestos com barricadas em chamas e, infelizmente, uma criança ferida. Hoje, registrei o local e o cenário já é de aparente tranquilidade — as oficinas reabriram e a rotina voltou, ignorando as marcas do confronto recente.
O Prefeito Eduardo Cavaliere firmou contrato (sem custo financeiro, segundo ele) com a entidade mística exotérica Cacique Cobra Coral da médium Adelaide Scritori, de Guarulhos, pra afastar o El Niño do RJ.
Agora, se não têm custo pra quê contrato e publicar no Diário Oficial?
Seria interessante esclarecer esta façanha mediúnica de parceria com o sobrenatural, de contrato com o além.
Nos primeiros 20 segundos deste vídeo, você vê o sábado: a esquina da Gomes Freire com a Rua do Senado tomada pelo samba, uma multidão que o bar não consegue dar vazão e o lucro que transborda para os camelôs da calçada.
Nos 48 segundos seguintes, você vê a realidade do meio da semana: o marasmo. O silêncio vigiado por duas imagens de São Jorge no balcão. O Henrique, no mesmo lugar há 30 anos, repetindo um aviso clássico aos clientes: 'Aqui não tem cozinha'.
Para um olhar empresarial, o Armazém perde dinheiro por não ter a estrutura de um Belmonte ou o faro de show de um Beco do Rato. Mas para quem entende de Rio antigo, esse ritmo parado é a própria salvação do lugar. O Henrique não quer ser um grande empresário da noite; ele escolheu ser o guardião de um patrimônio de 119 anos.
Quem conhece o Centro sabe: a pressa do mundo moderno ainda não conseguiu dobrar essa esquina.
Sem ventania e com muita história: voando sobre a Providência!
Quem lembra daqueles vídeos impressionantes que saíram nos jornais com as cabines balançando no vento forte?
Pois é! Hoje o passeio foi o oposto: uma viagem super tranquila, suave e com um visual espetacular da Zona Central do Rio.
Além do visual, subir até aqui é uma aula de história. Existe uma confusão comum por aí de que o morro abrigou veteranos da Segunda Guerra Mundial.
Mito histórico!
O Morro da Providência é a favela mais antiga do Brasil e sua origem real remonta à Guerra de Canudos (1897), ocupada por ex-combatentes do sertão da Bahia que ficaram sem as moradias prometidas pelo governo.
Condensei a subida e a descida em 1 minuto e 25 segundos para vocês. Vale muito a pena conhecer esse patrimônio carioca por um ângulo totalmente novo.