MOTEL EBONY E A VERDADEIRA TRAGÉDIA DO RADIALISTA WALDIR VIEIRA
Olhando para esse hotel moderno e espelhado aqui na Rua da Glória, você jamais imaginaria o passado sombrio dele.
Nos anos 80 e 90, este prédio era completamente diferente: um bloco monolítico 100% pintado de preto, sem janelas para o exterior. Era o Motel Ebony, um dos templos do fetiche e da boemia mais famosos do Rio de Janeiro, cuja única iluminação externa era o letreiro em neon vermelho de uma diabinha piscando na fachada.
A Tragédia e o Mito
Mas em novembro de 1985, o mistério virou tragédia nacional. O famoso radialista da Rádio Globo, Waldir Vieira — conhecido por sua imagem de 'homem de família' —, foi encontrado morto em uma das suítes ao lado de uma jovem. Os dois foram asfixiados por monóxido de carbono devido a um erro na tubulação de gás do motel. Durante décadas, o imaginário popular cravou que a moça era uma sobrinha dele, menor de idade. Mas a verdade histórica que pouca gente conta é que ela era Sueli Pessanha, uma bancária de 22 anos, maior de idade, e sem qualquer parentesco com ele. O boato da 'sobrinha adolescente' foi alimentado pela imprensa sensacionalista da época para chocar a sociedade.
O Desfecho e o Apagamento
O caso foi tão marcante que os quartos pretos e o gás geraram apelidos mórbidos na vizinhança. Anos mais tarde, o Ebony se reergueu com famosas festas liberais nas noites de quinta-feira, que chegavam a travar o trânsito de toda a Glória. Em 2011, o prédio foi totalmente reformado e transformado em moderno e ótimo hotel executivo, confortável e atraente; em uma tentativa radical de apagar da memória urbana o icônico 'prédio preto da diabinha'.
Você conhecia essa história oculta da Glória?
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