sexta-feira, 6 de maio de 2016

Danieli Aparecida de Oliveira, 34 anos, desaparecida em Piraju SP







'Nem sei o que falar pra minha irmã', diz filha sobre mãe desaparecida
Moradora de Piraju é procurada desde o dia 29 de janeiro.
Filha de 6 anos acha que mãe foi viajar: 'É desesperador', diz adolescente.


Paola Patriarca
Do G1 Itapetininga e Região


A representante comercial Danieli Aparecida de Oliveira, que mora em Piraju (SP), sofre de esquizofrenia e sumiu no dia 29 de janeiro. A família conta que ela estava sozinha quando saiu de casa após falar com uma tia por telefone. A Polícia Civil continua investigando o desaparecimento e descarta a hipótese dela estar morta.

"Está sendo bem difícil, principalmente por causa da minha irmã mais nova, Maria Eduarda, de apenas seis anos. Ela pergunta todo dia e tenho que falar que a mamãe foi viajar e vai demorar para voltar. Nem sei o que falar pra minha irmã no domingo de Dia das Mães. Ela está com muita saudade e questiona todos os dias sobre essa 'viagem demorada' da nossa mãe. Não queremos contar sobre o desaparecimento, mas está cada vez mais complicado arrumar argumentos, porque já faz três meses", lamenta Letícia.


Adaptação

O desaparecimento da representante comercial alterou profundamente a rotina da família. A adolescente passou a estudar à noite para poder ajudar o pai a cuidar da irmã mais nova. “Eu estudava em período integral, mas agora estudo à noite para ajudar meu pai a cuidar dela e também da casa. É ele quem cozinha e leva a gente na escola. Tem sido dias bem difíceis, ainda mais porque a minha mãe é a minha melhor amiga e a única pessoa com quem eu podia contar. Ela cuidava de nós, dava carinho e estamos perdidas sem ela. Agora, estamos sem rumo”, afirma.

Para o marido, Valdomiro Salvador, a falta de informações sobre onde possa estar Danieli deixa a situação cada vez mais desesperadora. “Estamos desesperados com essa situação e não sabemos mais o que fazer. Está bem difícil”, revela.


Ele calcula já ter gasto aproximadamente R$ 11 mil nas buscas pela esposa. “Desde que ela desapareceu eu fui cinco vezes para o Guarujá, porque falaram que tinham visto uma mulher parecida com ela. Entrei em fazendas e favelas para ver se a encontrava. Mas, infelizmente, não tive nenhum resultado. O grande problema é que ninguém tira foto e isso dificulta muito as buscas”, lamenta.


Investigação

De acordo com o delegado da Polícia Civil Alberto Bueno, as apurações em relação ao desaparecimento continuam. “Não há informações ainda sobre o local exato onde ela possa estar, mas estamos prosseguindo com as investigações e o que podemos afirmar com certeza é que ela está viva.”


Para a família, ainda há esperança de poder encontrar Danieli. “Não perdemos a esperança e temos fé que vamos encontrá-la. Ia ser um grande presente se ela estivesse com a gente no Dia das Mães, uma felicidade sem tamanho. Meu sonho é poder encontrá-la”, ressalta a adolescente.


Entenda o caso

Danieli sofre de esquizofrenia e desapareceu no dia 29 de janeiro. Segundo o marido, ela estava sozinha quando deixou a residência da família após falar com uma tia por telefone.

"Ela é esquizofrênica e já sumiu outras vezes, mas sempre conseguimos localizá-la. Dessa vez, não a encontramos. Antes de desaparecer, ela ficou nervosa depois de falar com uma tia pelo telefone e saiu de noite", disse ao G1 na época.

Ele decidiu criar, junto com familiares e amigos, uma página nas redes sociais para que a foto da esposa fosse compartilhada. A família chegou a ir várias vezes ao Guarujá após receber informação de que a representante comercial tinha sido vista lá, mas não a localizaram.









Waldir Maranhão, o substituto de Cunha









quinta-feira, 5 de maio de 2016

O Jardim de Kant






Gosto de jardim...

Criei um...

Minúsculo...

Compacto...

Suspenso...

Que cabe em qualquer espaço...

No entorno...

Posicionei sementeiras...

Espalhei...

Só de sacanagem...

Alfaces crespas...

Pequenas...

Também...

Colecionei arruda...

Espada de São Jorge...

Pimenteira...

Hortelã transbordou...

Tudo cresceu...

Como...

Por encanto...

Árvore de Felicidade...

Não vingou...

Me coloquei a semear flores...

Sequer brotaram...

Resolvi que não pretendo desistir...

Daí..

Lentamente, reagem...

Tudo leva algum seu tempo necessário...

Descobri que no meio da terra adubada...

Também vieram ervas daninhas...

Elas crescem rápido...

Mas...

Não as elimino de imediato...

Quero qualquer verde exposto no parapeito...

Mesmo o que parece mal é necessário...

Immanuel Kant:

'O princípio da finalidade não é constitutivo, mas regulador'...

E...

'A geometria é uma ciência de todas as espécies possíveis de espaços'...

Ou...

"A felicidade não é um ideal da razão mas sim da imaginação"...

Então...

'A paciência é a fortaleza do débil e a impaciência, a debilidade do forte'...

Portanto...

'A felicidade não é um ideal da razão mas sim da imaginação'...

Tudo se enquadra na minha plantação...

Por vezes estranham minha mania de sorver chimarrão...

Andando ao lado das plantas...

Quieto...

Como ritual...

Até que a reforma, a missão e doutrina sejam possíveis...

Agora, na boa, na boa...

Já estou muito puto de ter paciência com tudo...

Quero mais é que tudo se foda...





Jorge Schweitzer








Urca, RJ








Cunha, O Flautista de Hamelin








Em 1284, a cidade de Hamelin estava sofrendo com uma infestação de ratos...

Um dia...

Chega à cidade um homem que reivindica ser um "caçador de ratos" dizendo ter a solução para o problema...

Prometeram-lhe um bom pagamento em troca dos ratos - uma moeda pela cabeça de cada um...

O homem aceitou o acordo...

Pegou uma flauta e hipnotizou os ratos...

Afogando-os no Rio Weser...

Apesar de obter sucesso, o povo da cidade abjurou a promessa feita e recusou-se a pagar o "caçador de ratos", afirmando que ele não havia apresentado as cabeças...

O homem deixou a cidade, mas retornou várias semanas depois e, enquanto os habitantes estavam na igreja, tocou novamente sua flauta, atraindo desta vez as crianças de Hamelin...

Cento e trinta meninos e meninas seguiram-no para fora da cidade, onde foram enfeitiçados e trancados em uma caverna...

Na cidade...

Só ficaram opulentos habitantes e repletos celeiros e bem cheias despensas, protegidas por sólidas muralhas...

E...

Um imenso manto de silêncio e tristeza...


E foi isso que se sucedeu há muitos, muitos anos, na deserta e vazia cidade de Hamelin...

Onde, por mais que se procure, nunca se encontra nem um rato...

Nem uma criança....



PS: O Flautista de Hamelin é um conto folclórico, reescrito pela primeira vez pelos Irmãos Grimm e que narra um desastre incomum acontecido na cidade de Hamelin, na Alemanha, em 26 de junho de 1284.














quarta-feira, 4 de maio de 2016

Brasília













Perito comenta marcas no corpo de Yrna de Souza Castro; Gregório Donizete Freire Neto está internado em clínica de reabilitação






Caso Yrna: perito comenta marcas no corpo e materiais encontrados no apartamento
Os advogados da vítima contestam a versão de que não houve agressão, enquanto os advogados do acusado dizem esperar a perícia


REDAÇÃO WEB - TV DIÁRIO
  


A morte da estilista Yrna de Souza Castro segue sendo investigada pela Polícia. A versão do seu namorado, Gregório Donizete Freire Neto é questionada pelos advogados de defesa da vítima.

"É preciso que a investigação seja feita na sua amplitude. Estão trabalhando em cima de uma versão, de que não houve violência, quando essa violência é visível! No momento, me parece absolutamente inaceitável de que se conduza a investigação a partir do princípio de que não houve violência. A investigação precisa ser redirecionada", disse o advogado Cândido Albuquerque, contestando a versão de que não teria havido agressão.

Para o advogado do acusado, Leandro Vasquez, é precipitado fazer qualquer tipo de afirmação antes do laudo pericial. "A Polícia Judiciária está atuando de maneira absolutamente serena, centrada, e estamos confiantes que no desfecho, se constatará que o Gregório jamais desejou a morte da namorada. Jamais se constatou qualquer tipo de desarmonia, de desentendimento. Infelizmente, o que se verificou foi uma tragédia sem medida", afirmou.

O perito Pedro Amaro, responsável pelo laudo do caso, comentou o andamento da verificação do corpo. "Fizemos o levantamento com base no histórico da ocorrência, que aquela pessoa teria feito o uso de substâncias entorpecentes. Nós encontramos elementos que indicavam o uso dessa substância e todo material foi encaminhado para a perícia para exames complementares. Além disso, conversamos com o médico que fez a necrópsia sobre a questão do que poderia ser encontrado no corpo da vítima e solicitamos exames nas veias da vítima", relatou.

Com relação às lesões, o perito afirmou que também estão sendo avaliadas. "Encontramos algumas manchas no corpo, que podem ter sido causadas com facilidade quando a vítima foi colocada no porta-malas do carro. Não afastamos, no entanto, a possibilidade de essas lesões terem sido causadas por alguém", esclareceu.

Pedro Amaro contou ainda que a vítima tinha marcas que reforçam a versão do acusado sobre as drogas. "Encontramos uma lesão tipicamente causada por uma agulha na junção entre o braço e o antebraço da vítima e, no apartamento, encontramos elementos de que foi feito o uso de uma seringa".

O perito deixou claro, porém, que a análise não foi concluída, logo tudo que for falado é apenas hipótese.

Entenda o caso

Segundo o jornalista e empresário Gregório Donizete Freire Neto, de 27 anos, ele e a namorada fizeram o uso de morfina.

Após perceber que Yrna tinha desmaiado, tentou levá-la a um hospital, mas acabou dormindo por conta do efeito das drogas. Ao perceber que a namorada estava morta, decidiu colocar o corpo no porta-malas do veículo.

De acordo com a Polícia, em depoimento após o ocorrido, Gregório disse que teria se hospedado em uma pousada na Praia de Iracema e tentou se matar. "Os investigadores irão a essa pousada tentar colher informações, obter imagens e intimar o proprietário para inquirição", disse a diretora da divisão de homicídios, Socorro Portela.

O acusado está internado em uma clínica de reabilitação.




Estudante de Odontologia da FMU de SP causa revolta ao afirmar que fura, de propósito, gengiva de criança






Estudante de Odontologia causa revolta ao afirmar que furou gengiva de criança

Samanta Vicentini


Uma conversa de um grupo de Facebook na qual duas estudantes de Odontologia falam sobre procedimentos clínicos aplicados em crianças gerou revolta e discussões nas redes sociais nos últimos dias. 

Trechos do diálogo foram compartilhados por muitas pessoas e, em um deles, uma das jovens diz que, orientada pela professora a “ter uma postura forte e não dar abertura para criança fazer birra”, já chegou a furar a gengiva de um menino para que ele ficasse quieto durante um procedimento.

Uma das estudantes seria da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) no Campus de Santo Amaro, em São Paulo. O EXTRA conversou com o Dr. André Passarelli Neto, docente e ex-coordenador do curso na instituição.

— Eu soube do caso pelo Facebook e fico enojado em ver uma aluna fazer isso dentro de uma instituição de ensino. Se ela tivesse alguma dúvida sobre o procedimento, deveria ter acionado a professora para ter a orientação correta.

De acordo com André, os atendimentos em crianças são feitos em clínicas dentro da própria faculdade, sob supervisão. No total, seis profissionais acompanham os alunos nos procedimentos, mas ele garante que nenhum dos professores orienta os alunos a fazer ameaças aos pacientes.

— Na disciplina de Odontopediatria existem algumas manobras que ensinamos porque as crianças são mais difíceis de serem tratadas, elas ficam com medo. Além disso, as mães são obrigadas a acompanhar tudo que é feito nos filhos.

Na conversa postada na internet, a estudante disse que estava fazendo uma profilaxia e a professora a mandou intervir, então, ela pegou a carpule (seringa com agulha) e furou a gengiva da criança. “Eu falei: você quer com dor ou sem dor? Aí ele: sem dor. Eu falei: então abre a boca e fica quieto!”.

— A profilaxia é um processo de limpeza e conservação dos dentes e não é necessária anestesia, por isso, a carpule nem deveria estar lá — afirma.
Em outro trecho, a estudante também diz que até "tenta ser legal", mas não tem paciência com crianças e fala que altera o tom de voz pedindo para que as mães saiam da sala.

André Passarelli Neto explica que existem técnicas de contenção para tratar crianças e que algumas incluem dois profissionais para que a criança seja segurada, caso necessário. Em sua opinião, o procedimento é errado.

— É uma forma de agressão e não deve ser ensinado. Eu garanto pra você, nós não ensinamos isso.

Sobre as consequências do relato para a aluna, André afirma que está deixando a coordenação da FMU, mas que, caso estivesse presente, ela seria advertida.
— Pra mim, uma aluna dessas não tinha nem que se formar — finaliza.

Em nota, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo, repudiou o ato e informou que está está averiguando o caso. Leia na íntegra:

"Os cursos de graduação em Odontologia, por meio de seus professores, buscam capacitar o acadêmico às práticas de prevenção, ao tratamento e à cura dos problemas relacionados à saúde bucal, em todas as áreas, inclusive a Odontopediatria.

Sendo certo que não há qualquer recomendação técnica no sentido de 'furar a gengiva do paciente', por exemplo, para estabelecer um vínculo de respeito, confiança e colaboração, o CROSP repudia toda e qualquer conduta que visa estigmatizar os procedimentos odontológicos e a figura do cirurgião-dentista como um profissional que provoca dor ou que se relaciona com seus pacientes de forma desumana ou antiética.

O CROSP está adotando medidas pertinentes para averiguar a veracidade dos fatos e a identificação dos citados, em prol da ética, da proteção da população e da valorização da Odontologia."

Procurada pelo EXTRA, a FMU ainda não se posicionou sobre o caso e informou que o Dr. André Passarelli Neto não é mais coordenador da instituição, embora seu nome ainda coNste no site da universidade com tal título.




PS: Eu, sinceramente, gostaria que alguém me informasse o nome completo desta aluna para a gente divulgar na Rede e ela ficar marcada para todo o sempre no Google como dentista sádica para ela ter sérios problemas em arrumar clientes daqui pra frente... Por favor, alguém, me envie... Jorge Schweitzer




Botafogo, RJ









A Última Ponta












Panis et circenses

















terça-feira, 3 de maio de 2016

O Rio em Preto e Branco





João de Carvalho Pina, fotógrafo português











Assassino de filho de Cissa Guimarães são condenados a 3 anos de serviço comunitário. Cabe recurso.





Assassino de filho de Cissa Guimarães pega 3 anos de serviço comunitário
'Saio do julgamento do processo do meu filho Rafael Mascarenhas com o peso da sentença', disse ela em rede social nesta terça-feira, 3. Cabe recurso.


Lucinei Acosta
Do EGO, no Rio



Cissa Guimarães usou seu Instagram para comentar o julgamento do caso de atropelamento do filho, Rafael Mascarenhas, em 2010, no Rio. A apresentadora contou que se sentiu injustiçada após pai e filho, envolvidos no caso, terem sido condenados, em segunda instância, a pouco mais de três  anos de serviços comunitários. "Saio do julgamento do processo do meu filho Rafael Mascarenhas com o peso da sentença: três anos e alguns meses de serviço comunitário por homicídio para o atropelador/assassino do meu filho. Ficarão livres prestando serviços comunitários", disse ela. Defesa e promotoria podem recorrer da pena.

As sentenças de Rafael de Souza Bussamra e de seu pai, Roberto Bussamra, foram dadas nesta terça-feira, 3. Na primeira instância, o rapaz tinha sido condenado a sete anos em regime fechado e e 5 anos e 9 meses em semiaberto. Já o pai dele tinha recebido sentença de 8 anos e 9 meses em regime fechado. Os dois estavam soltos por força de um habeas corpus (leia abaixo).

Rafael foi atropelado em 2010 quando andava de skate com amigos no Túnel Acústico, na Zona Sul do Rio. A via estava fechada ao trânsito, mas foi invadida por motoristas que praticavam corridas ilegais, conhecidas como "pegas". Rafael Bussamra dirigia o carro que atingiu o filho de Cissa. O pai dele foi flagrado pagando propina pra dois PMs para evitar a prisão do rapaz.

"Fico pensando que depois de terem feito isto, que serviços comunitários perigosos essas pessoas prestarão à nossa sociedade? Medo. Tristeza. Injustiça. Agradeço com o que restou do meu coração à todas às manifestações de apoio, carinho e respeito que eu e minha família sempre recebemos nestes seis anos sem nosso Rafa. Como diz Guimarães Rosa, 'viver é muito perigoso'. Muita luz para nós! Salve, Rafael", completou.



Processo judicial

Em janeiro do ano passado, Cissa Guimarães comemorou ao vivo, no programa "Mais Você", a decisão judicial  que condenou à prisão pai e filho envolvidos na morte de Rafael Mascarenhas. "É uma vitória de todos nós, da sociedade", disse ela, visivelmente emocionada. Os réus, no entanto, recorreram judicialmente e atualmente respondem ao processo em liberdade. Eles ficarão soltos até o julgamento do mérito do habeas corpus e, durante esse período, estão com os passaportes retidos para evitar que deixem o Brasil."

Na sentença de condenação de primeira instância, Rafael de Souza Bussamra foi condenado a sete anos de prisão em regime fechado e mais cinco anos e nove meses em regime semiaberto. O pai dele, Roberto Bussamra, foi condenado a oito anos em regime fechado e nove meses em semiaberto, por ter tentado acobertar o crime cometido pelo filho. Ele pagou propina a dois policiais militares para desfazer o local do acidente e evitar a prisão em flagrante do herdeiro.

Os dois PMs que receberam a propina, Marcelo de Souza Bigon e Marcelo José Leal Martins, responderam a um Inquérito Policial Militar e foram expulsos da corporação em 2010.




Família de Yrna de Sousa Castro contesta versão de Gregório Donizeti Freire Neto e diz ter encontrado marcas de violência em corpo da universitária






Família contesta versão de jornalista e diz ter encontrado marcas de violência em corpo de estilista
Deve sair em 30 dias o laudo que vai apontar a causa da morte da estilista Yrna de Sousa Castro, encontrado morta dentro do porta-malas do carro do namorado, Gregório Donizeti Freire Neto


REDAÇÃO WEB - TV DIÁRIO


Deve sair em 30 dias o laudo que vai apontar a causa da morte da designer de moda e estudante de Administração, Yrna de Sousa Castro, de 27 anos. O corpo dela foi encontrado no último domingo (02), em Fortaleza, dentro do porta-malas do carro do namorado, Gregório Donizeti Freire Neto, da mesma idade, no bairro Dionísio Torres.

Durante a manhã desta terça-feira (03), parentes e amigos compareceram ao velório que aconteceu no cemitério Parque da Paz, na Capital. A família contesta a versão do depoimento de Gregório e afirma ter encontrado várias marcas de violência no corpo da estudante. 

Versão de Gregório

Segundo Gregório Donizeti, os dois teriam feito uso de substâncias alucinógenas injetáveis à base de morfina na madrugada de domingo em seu apartamento. A jovem teria passado mal e desmaiado. Gregório a colocou no carro e tentou levá-la ao hospital, no entanto, ele teria dormido a caminho, devido ao efeito da drogas. 

A ação foi confirmada por câmeras de segurança do prédio que mostram o momento em que ele deixa o local com Yrna desacordada nos braços e a coloca no banco traseiro do passageiro. A caminho do hospital, Gregório teria caído de sono e encostado o carro nas proximidades de uma unidade de saúde. Ao acordar, o homem teria percebido que a estilista estava morta e entrado em desespero.

Ocultação de cadáver

Neste momento, a colocou no porta-malas, dirigiu rumo ao Cocó e voltou para casa, onde tentou se matar cortando os pulsos. Segundo a delegada Socorro Portela, Gregório teria marcas nos pulsos, o que bate com o depoimento. O jornalista Gregório Donizeti procurou a polícia apenas à noite, por volta das 20h30 do domingo, acompanhado de dois advogados. Ele foi autuado por ocultação de cadáver e, se condenado, pode ser punido com prisão de um a três anos, além de multa. 

Às autoridades, confessou que faziam uso de substâncias alucinógenas à base de morfina desde janeiro deste ano e que era ele quem usava maiores doses, explicando que o efeito do composto era uma sensação de prazer seguida de sonolência. Entretanto, na madrugada de sábado (30), Yrna não teria reagido bem à dosagem. 

Ao se apresentar de maneira espontânea à Polícia, Gregório informou onde estava escondido o corpo da mulher. Uma equipe da Divisão de Homicídios, junto com a própria delegada, foram ao local, 24 horas após a morte da desing de moda. 

Com a localização do corpo, Gregório foi autuado por ocultação de cadáver e liberado em seguida. De acordo com a polícia, apenas os exames cadavéricos poderão indicar qual foi a causa da morte de Yrna. Marcas de violência no corpo da jovem não foram encontradas. 

Namoro 

Segundo o jornalista, os dois teriam se conhecido através do aplicativo Tinder no final do ano passado e assumido um compromisso em dezembro. 

Segundo a delegada Socorro Portela, a família da estilista estranhou a versão de que Yrna teria injetado substâncias no corpo, já que a jovem não era afeita ao uso de entorpecentes. Já Gregório Donizeti chegou a ser internado, participou de programas de recuperação por dependência química e era usuário de cocaína desde os 17 anos.