Luiz XIV dizia que o Estado era ele e pronto, ao extinguir todos os poderes constituídos...
Numa época em que a população francesa era a maior do mundo, o clero e a nobreza tinham vários privilégios: não pagavam impostos, recebiam pensões do estado e podiam exercer cargos públicos...
Luiz XIV morreu de velho mas lhe sucedeu a Revolução Francesa como marco histórico dando início a idade contemporânea...
Quando o Poder ignora anseios da sociedade se embrenha num tremedal movediço de resultados imprevisíveis mais a frente...
Após mais de quatro anos do assassinato sob tortura da menina Joanna Marcenal os assassinos da criança permanecem impunes...
Todas provas foram reunidas pelo Ministério Público e pelo inquérito policial presidido pela Delegacia da Criança Vítima do Rio de Janeiro...
O próprio criminoso André Rodrigues Marins admitiu que amarrava a filha de cinco anos pelos pés e mãos com fita crepe e a acomodava sobre fezes e urina...
O quadro de horror teve a imprensa toda consternada com cada etapa do sacrifício premeditado da menina Joanna...
Não existe um cidadão sequer que não fique indignado com o crime, com exceção dos coniventes familiares do serventuário judicial André Rodrigues Marins e da madrasta Vanessa Maia Furtado...
Vários advogados dos bandidos se recusaram a defendê-los e abandonaram o caso...
O emblemático jogo de empurra do Judiciário do Rio de Janeiro arremessa a Lei no descrédito público...
Quando a sociedade organizada delega poderes de manutenção da ordem e cumprimento da Lei aguarda que seus representantes legais os represente...
André Rodrigues Marins e Vanessa Maia Furtado permanecerem soltos é uma aberração judicial...
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro nos deixa a cavalheiro para imaginarmos o pior do corporativismo infame que premia um bandido confesso e continua abrigá-lo circulando posudo pelos corredores do Forum do Estado com holerite remunerado com nosso dinheiro...
Só nos tornaremos uma grande nação quanto todos forem iguais perante a Lei...
Uma sociedade que possui um judiciário que entrega uma criança para a morte e mesmo após o desastrado equívoco não faz mea culpa e pune os algozes nos causa repulsa...
E vergonha...
Muita vergonha!
Jorge Schweitzer
Eu vou lutar até o fim daimha vida por essa resposta
ResponderExcluirCristiane Marcenal