segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A moça, o bilhete, o suicídio...

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É real...

Uma moça cometeu suicídio neste final de semana no Rio de Janeiro...

Não saiu na imprensa...

Nada...

Era bonita, classe média alta, 24 anos, muitos amigos...

Combinou como seria sua sexta-feira num bar do Leblon junto com amigas...

Não apareceu...

Nem atendeu o celular...

Reservou hospedagem em hotel de luxo com vista para o mar de São Conrado...

Somente para ela...

Escreveu carta de despedida...

Tomou remédios e deitou-se...

Foi encontrada quando venceu a diária no sábado pela manhã...

Ainda viva...

Morreu a caminho do hospital...

Foi sepultada no domingo pela manhã...

Um choque...

Suas amigas de balada se reuniram no Veloso à noite...

Prometem comparecer na missa de sétimo dia nesta semana...

Vida que segue...




Jorge Schweitzer






Joanna Cardoso Marcenal Marins e a impunidade dos culpados por sua morte...

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Recebi email de uma amiga de familiares da menina Joanna Marcenal...

Se identificou com pré e sobrenome...

Agradeceu os textos que escrevi sobre o caso...

Familiares de Joanna estão tentando organizar manifestações cobrando punição para o crime horroroso...

Nem imaginam por onde começar...

Me pediram sugestão...

Não sei...

Acho pouco eficiente passeatas em Copacabana em domingo com a Avenida Atlantica interditada para lazer...

Melhor seria bater panelas em frente a casa do pai, André Rodrigues Marins e da madrasta Vanessa...

Portar nariz de palhaço e se posicionar na porta da Delegacia de Homicídios...

Estender faixa na porta do Hospital Rio Mar...

Constranger mesmo...

Contratar aqueles carros que homenageiam aniversariantes com fogos de artifícios, auto-falantes, bolas de gás e discursos prá ler o protesto em frente ao Forum...

Basta chamar a imprensa que comparecerá em peso para fotografar e filmar já que adoram boas imagens impactantes...

Infelizmente, o assassinato da menina Joanna Marcenal cairá no limbo jurídico...

A comoção popular irá se esvaindo até sumir...

Ficará somente a dor dos parentes e amigos que a amavam...

A via-crucis que Joanna experimentou terá sido em vão...

Mais uma vez...

Até que surja uma nova vítima inocente imolada por um verme bandido ciente que crimes clandestinos nunca mancharão seu prontuário covarde...

É triste...

E real...

Aos poucos vamos nos acostumando com a dor da impunidade infame...

Uma rede em conluio de advogados ladinos, judiciário cooptado e investigadores coniventes...

Uma vergonha em associação...

Lastimável...





Jorge Schweitzer






Cissa Guimarães na Ana Maria Braga e a Terapia do Luto...

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Assisti, ainda pouco, a Cissa Guimarães no 'Mais Você'...

Emocionante...

Cissa está conseguindo, ou tentando, administrar a situação até onde é possível manter lucidez...

Eu sempre fico zoando por aqui o programa 'Mais Você' em função da mistureba de receitas, emoções e um inacreditável papagaio cenográfico tratado como real...

Mas, Ana Maria Braga consegue matérias que somente ela é capaz...

Foi muito legal a forma que o assunto da Cissa foi conduzido, sem sensacionalismo barato...

E...

Uma novidade, que jamais havia escutado...

A Terapia do Luto...

Estas situações traumáticas acabam conduzidas no improviso...

Normalmente ao tempo é delegado o poder da cura se ignorando o brutal sofrimento a ser trilhado neste período...

Bacana que exista disponível este tratamento...

E, foi bom ver Cissa...

Muito bom...




Jorge Schweitzer






Mais gente me lendo na Austrália; em Waverton e Thornleigh...









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Encontrei hoje pela manhã...

Haviam leitores em Waverton e Thornleigh...

Seriam cidades diferentes ou subúrbios de Sydney?

Não sei...



Jorge Schweitzer








Tudo que é preciso para o mal prevalecer é que alguns bons homens não façam nada!

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A frase não é minha...

Não tenho a menor de idéia de quem seja o autor...

Engraçado, escutei ontem num diálogo do seriado 'Eu odeio o Chris'...

Nem sei se é exatamente desta forma...

Serve para quase tudo...

Nossa política, a complacência do judiciário...

A inércia de cada qual de nós, olhando prá nosso próprio umbigo, fomenta esta legião de bastardos posudos impunes...

Somos todos coniventes...




Jorge Schweitzer














domingo, 29 de agosto de 2010

O Mundo em Movimento

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Biografia de Mulher...

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Quero incluír-me em tua biografia...

Deslizar pelo teu iluminado oceano de sensações...

Preparar cerimoniais sem respeito a protocolos...

Descumprir ordens de teus falsos pedidos...

Profanar sonhos e pecados irracionais...

Desfrutar a ornamentação de tuas formas...

Presenciar teu terremoto...

Embeber o forte sentido básico do amor...

Arregalar prazeres preservados a deuses que acreditavas nunca viriam...

Singrar tua calmaria do dia seguinte...

Emoldurando em tuas lembranças uma coletânea de recordações que se manifestem fisicamente como uma pontada dois dedos acima de seu umbigo como minha mão deslizasse em tua nuca, que enrubesça seu rosto, aumente seus lábios, molhe suas mãos, brilhe seu olhar, trance teus dedos, descontrole seu ventre, estremeça teus joelhos e torne seu braço como um mar ondulado em arrepios...

Como um porre de vinho branco gelado numa noite de 36 horas em Copacabana que não temos a menor idéia se calor ou frio...

Tornando impossível admitir que o pretérito não será para sempre presente...


Jorge Schweitzer




PS: Antes que vocês pensem bobagem... Escrevi este texto - acho que em 2008 - para uma amiga que me pediu para beber uma jarra inteira de água gelada, de um gole só, antes de me responder sem respirar... Querem saber quem é? Amanhã, eu conto... E, mostro a foto da moça...







O Mundo em Movimento

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Good Morning...

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Bad Morning...

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Jorge Schweitzer está apaixonado... pela Valeska Popozuda...

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Vamos deixá-las nervosas?

Bámu...

Toda mulher fica uma arara quando começamos a elogiar cadeirudas de plantão...

Então?!

Vou falar da Valeska Popozuda...

Zimbora...

Um, dois, três...

Valeska Popozuda resolveu aumentar o que ela já tinha em abundância...

Seria algo como ter muita grana, disponível para saque, e fazer aplicação para ampliar a bolada...

Dia desses presenciei a Valeska Popozuda no SuperPop da Luciana Gimenez..

Os programas de TV que mais assisto são:

Casal Tortura Psicológica, Luciana Gimenez e apóstolo Valdemiro Santiago...

Nem sempre nesta desordem bizarra...

Pôs bueno...

A Valeska equilibrou um copo d'água em cima da dita lomba...

Entre gargalhadas nervosas da Luciana Gimenez...

Quando Valeska resolveu experimentar uma garrafa inteira no traseiro empinado?

Troquei de canal...

Melhor explicar direito: 'canal' referente emissora de TV...

O negócio da moça é grande mesmo...

Imensão...

Se chover, ela não molha o tornozelo...

Na realidade eu ia falar outra coisa...

Que se Popozuda obrar em pé, não borra o raio circundo do calcanhar...

Daí...

Vida que segue...

Valeska Popozuda resolveu dar festa de lançamento de sei-lá-o-que no Motel Vips; localizado na Avenida Niemeyer, onde passa bonde de 60 mil que acaba adentro do Intercontinental...

E...

Mais fotos...

Agora a Valeska Popozuda mostrando a lordose ao lado de amigas, entre elas o David Bra-Bra-Bras-Braaaaáasil que fingia que estava gostando...

Negócio de dar festa em Motel virou modismo...

Chega a custar 18 mil reais o aluguel da suite...

Eu, sou louco para ser convidado para uma furada destas...

Melhor explicar direito: 'furada' referente programão de índio botocudo...

Aí, fiquei olhando as fotos acima...

Me chamou atenção da pobreza do cardápio da recepção...

Pobre nunca nega as origens...

Os canapés eram de festa na laje...

Coxinha e camarão empanado...

Tem dó, né não?!

Sou duro, mas conheço coisa boa...

Querem exemplo?

Estive na recepção de lançamento do DVD "Cê" do Caetano Veloso, produzido pelo MultiShow, e vi como bacana se alimenta...

Rapá, tinha uns bagulhos que eu nem sabia de que lado pegar...

Fiquei observando como pessoas - acostumadas a ambientes top - se comportam...

Fiquei olhando a Paula Lavigne, toda de preto e empinadona...

Daí, deu problema...

A Paula não comia nada, só conversava e gesticulava...

E eu desesperado, tentando imitar sua aula de etiqueta com a barriga roncando...

O mais legal que era festa para a imprensa...

Existem repórteres e jornalistas acostumados com este glamour...

E também câmeras, cabistas e pessoal de apoio...

Estes enchiam a cara e a pança com destemor...

Eu ficava olhando para ver se conseguia filmar um tendo convulsões estomacais depois de trincar de salgadinho...

Agora, não vislumbrei nenhum salgadinho padrão que a gente encontra em padaria...

Era culinária refinada que beirava criação artística...

O que eu táva falanu, mermu?!

Ah! Sim...

Valeska Popozuda..

Pois é...

Gosto de mulheres volumosas...

Todo homem gosta...

Estilo Fellini...

Como aquelas formas clássicas das madonas renascentistas do Da Vinci...

Queria que elas também gostassem de mim...

Infelizmente não ocorre esta sinergia reversa...


Pena...

Lastimável...

Mas, tenho um plano...

Vou recriar a Turma dos Cafajestes, versão 2010...

Um trupe de machos irresistíveis, que terá aos pés esta mulherada toda: da Melancia a Rita Cadillac...

Uma mescla de homens viris, atraentes, endinheirados, rudes e/ou famosos:

Tipo assim:

Jorge Schweitzer, Eike Batista, Vitor Fasano, Reynaldo Geanecchini, Luan Santana e Kid Bengala...

A mulherada ficará enlouquecida com os globais...

Os globais pelo Kid Bengala...

O Eike estará contando dinheiro e pagando a conta..

E eu...

Pôs bueno...

Vocês não querem que eu conte o que pretendo estar executando, né não?!



Jorge Schweitzer





PS: Vamos supor que, em caso de loucura, a Valeska Popozuda resolva me ligar? Acham que vou contar prá vocês? Lógico que sim... Vou até filmar nosso imbróglio perfomático e postar no YouTube... Já que é para queimar o filme direto, melhor fazer direito... Né não?! ... Ah! Sim... Pensei em postar a música da Popozuda por aqui... Não tive coragem... Credo!







A Origem (Inception) - Trailer

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...Vou assistir hoje, depois eu conto por aqui... JS

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Jorge Schweitzer é 'pop' na Austrália...

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Ontem - por volta de 11 horas manhã, horário Brasil - uma infinidade de estrelinhas piscavam no Mapa Mundi das minhas estatísticas na Austrália...

Primeira vez isto acontece...

Normalmente, somente localizo leitor em Sydney...

Só que, nenhuma em Sydney...

Eram leitores de Adelaide, Lalor, Warhoonga e Brisbane...

Ao mesmo tempo...

Por favor, Kátia, corrija se errei o nome das cidades daí...

Não tenho a menor idéia de qual assunto possa ter disparado curiosidade por lá...

Até possuo mecanismos para localizar leitores on-line...

Acho preferível não invadir este terreno de bisbilhotar quem nem sempre quer se identificar...

Existe ferramenta disponível que me proporciona interagir com quem está em meu blog naquele exato instante...

Basta clicar sobre e se abre uma janela de comunicação...

Acho que jamais farei...

O grande barato é escrever, alguém ler e ponto final...

Ficar monitorando o alheio vira paranóia...

Mas, fiquei muito curioso...

Daqui a pouco passa..



Jorge Schweitzer





PS: Otávio; ontem eu tinha cinco leitores em NY ao mesmo tempo... Podiam ser seis se você não houvesse preferir não respirar em Sun Pablo... Me diga, Otávio: será que um era aquele sujeito baitola de cabelo megahair que me odeia? Que chiclete colado na sola do sapato, né não?!











Inundações no Paquistão

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sábado, 28 de agosto de 2010

Nem, o dono da Rocinha...

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O CHEFE E A TROPA

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Quem é Nem, o chefe do tráfico na Rocinha


Como vive o chefe do tráfico de drogas cuja captura seria a maior vitória na luta para pacificar o Rio de Janeiro


Matéria de Nelito Fernandes, com Ruth de Aquino, para a Revista Época.




Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, deixou de ser só mais um personagem da crônica policial carioca na manhã do sábado (21), quando o bairro de São Conrado despertou ao som dos tiros de fuzil disparados por bandidos vestidos de preto e ostentando colares de ouro no peito.

Às 8h30 da manhã, cerca de 60 homens armados, entre eles Nem, enfrentaram a polícia.

Na confusão, dez deles invadiram o Hotel Intercontinental e fizeram 35 reféns por três horas.

As imagens do tiroteio, captadas por moradores dos prédios vizinhos, foram mostradas em vários países.

Em poucas horas Nem passaria a ser visto como o inimigo número um da imagem de paz que o Rio vem lapidando nos últimos anos.

Para uma cidade que tem celebrado o sucesso da política de pacificação das favelas, e que sediará as Olimpíadas, não foi uma boa propaganda.

A operação acabou com “apenas” uma morte: a de uma suposta tesoureira do tráfico, cujo corpo foi deixado no asfalto para a polícia recolher.

Por alguns minutos, Nem chegou a ser enquadrado pela arma de um policial, mas fugiu por dentro de um condomínio em direção ao morro.

Na véspera, ele havia saído com um grupo de amigos e amigas para uma festa no morro vizinho, o Vidigal.

Poucas horas depois, Nem se tornaria o símbolo daquilo que pode haver de pior no Rio de Janeiro: a sensação de insegurança.

Há cinco anos Nem é o líder do tráfico na Rocinha, a maior favela brasileira, com mais de 120 mil habitantes.

Incrustada num dos metros quadrados mais caros do Rio de Janeiro, com vista para o mar e montanhas, a Rocinha é um desafio para a estratégia do governo fluminense de reocupar os morros dominados pelo tráfico na cidade.

Contra o sucesso das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a Rocinha oferece duas armas.

Uma é seu gigantismo.

Seriam necessários quase 2 mil policiais para controlá-la.

A segunda arma é o próprio Nem e o sucesso de sua “gestão” do crime no morro.

O inimigo número um do Rio entrou para o tráfico por acaso.


No início da década, uma das filhas de Nem teve um grave problema de saúde e precisou de tratamento.

Sem dinheiro, ele, que não era traficante, recorreu ao então dono das bocas de fumo, Lulu, e pediu R$ 50 mil.

Mesmo assustado com a quantia, Lulu ficou sensibilizado com o drama da menina, que tinha 10 anos.

Estendeu a mão a Nem, que prometeu quitar a dívida fazendo favores para o tráfico.

“O Lulu morreu, o Bem-te-vi assumiu o tráfico e o Nem nunca conseguiu pagar o que devia”, diz a deputada federal Marina Magessi, que fez escutas com autorização judicial no telefone de Nem por dois anos, quando era detetive no Rio.

Nem gosta de ostentar e já alugou um helicóptero para uma de suas três mulheres conhecer a cidade do alto

Com a morte de Bem-te-vi, em 2005, Nem assumiu o tráfico e seguiu a mesma estratégia assistencialista de Lulu: ajudar os moradores para conseguir aliados.


Desde então, se tornou o principal distribuidor de drogas da Zona Sul da cidade.

Cadernos de sua contabilidade apreendidos pela polícia mostram que ele fatura R$ 680 mil mensais com a venda de drogas só na Rocinha.

Ele também controla o comércio no Morro de São Carlos e na Cruzada São Sebastião, conjunto habitacional popular encravado no sofisticado bairro do Leblon.

De acordo com o delegado e chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski, a venda de cocaína na Rocinha e no São Carlos gerou R$ 96 milhões em dois anos.

O faturamento é quatro vezes o de dez anos atrás.

Para continuar crescendo, Nem profissionalizou o tráfico.


Confiou suas finanças a um estudante de graduação em matemática, Saulo de Sá Silva, de 32 anos, já preso.

Ele ainda cooptou ex-policiais para treinar seus 17 seguranças e garantir informantes.

Um deles, Carlos Henrique Pereira Januário, foi preso no ano passado por repassar informações ao traficante.

E, para lavar o dinheiro do tráfico, Nem criou pelo menos quatro empresas em nome de laranjas.

Como fatura alto, Nem ostenta. Em 21 de dezembro de 2007, ele alugou um helicóptero para que uma de suas três mulheres desse uma volta sobre o Rio de Janeiro.


Numa cena extravagante, o helicóptero pousou numa garagem de ônibus perto da favela, onde Danúbia de Souza Rangel, então com 25 anos, subiu a bordo exibindo um cordão de ouro com um pingente com a letra “N”.

As fotos do passeio foram postadas na conta dela no Orkut.

Para a polícia, o próprio Nem estaria também no helicóptero.

Em março deste ano, policiais invadiram uma das casas do bandido na Rocinha.

Encontraram uma TV de LCD de 42 polegadas e outros eletrônicos caros, como um videogame PlayStation 3, além de piscina, churrasqueiras, uma geladeira de porta dupla e aço inox avaliada em R$ 6 mil e até ternos da grife italiana Armani.

Segundo moradores, Nem se orgulha de dizer que, na Rocinha, “até olheiro ganha R$ 150 por noite”.

Uma de suas frases favoritas é “Não tem mendigo aqui”.


Segundo escutas feitas pela polícia, Nem já teria dito mais de uma vez que quer sair do tráfico.


Nas gravações, ele afirmaria ser atormentado por sonhos de que está sendo esquartejado.

Também reclama da falta de liberdade. “Eu vivo igual a um macaco, pulando de laje em laje”, disse a um comparsa em conversa gravada pela polícia.

Apesar disso, sua rotina é conhecida no morro.

Nem faz musculação todos os dias na academia instalada numa área da Rocinha conhecida como Portão 2.

Chega e sai de lá acompanhado por 17 seguranças.

Quando ensaiou sair do tráfico, Nem ousou, tentando simular a própria morte.

Em janeiro, a polícia descobriu que ele comprara um atestado de óbito por R$ 150.

O documento trazia seu nome, mas tinha a data de nascimento alterada em um dia, de 25 para 24 de maio de 1976.

Como causa mortis, foram apontadas “insuficiência renal e diabetes”.

Nem marcou até a data de seu enterro.

Um detalhe, porém, chamou a atenção dos policiais.

O endereço do atestado era a Rua Major Rubens Vaz, 170 – o mesmo da delegacia que o investiga.

O senso de humor custou o fim do plano.

Vivo, ele continuou dominando a Rocinha.


A favela fica em São Conrado, bairro de classe média alta.

Tem passagem pela mata para o Morro do Vidigal, no Leblon, controlado pela mesma facção de Nem.

Nos últimos dois anos, segundo a polícia, o traficante importou da Bolívia e da Colômbia 6.000 quilos de pasta de cocaína.

Os componentes químicos usados no refino têm venda controlada no Brasil e cada cliente só pode comprar 2 litros por mês.

Nem conseguiu que 216 moradores comprassem o material para ele.

Todos foram indiciados por tráfico e formação de quadrilha.

Nas últimas eleições, Nem deu uma nova demonstração de seu poder sobre a comunidade.

Apoiou o vereador Claudinho da Academia e, num documento para os moradores, escreveu: “Não admito derrota”.

Claudinho foi eleito com 11 mil votos, quase 10% da população da favela.

A Rocinha tem sido garota-propaganda do governador Sérgio Cabral, candidato à reeleição, e de Dilma Rousseff, que gravou imagens ali para a campanha falando sobre o PAC.


A obra tem um custo estimado em R$ 231 milhões.

A entrada da favela ganhou uma passarela projetada por Oscar Niemeyer.

Um complexo esportivo foi inaugurado e barracos foram pintados.

Apesar dos esforços do governo, é Nem quem continua mandando ali.

Ele tem o apoio de muitos moradores na favela.

É popular entre jogadores de futebol.

Vagner Love, ex-Flamengo, já teve de depor na polícia depois que apareceu numa foto entre supostos bandidos na Rocinha.

Nem organiza um famoso campeonato de futebol na favela, a Copa Zidane, que tem esse nome não em homenagem ao craque francês, e sim a Dani da Rocinha, comparsa já morto, que também tinha o apelido de Zidane.

Quando jogadores vão até lá participar das peladas, comer churrasco e sabe-se lá mais o quê, o chefão espalha cartazes proibindo tirar fotos.

Sua facção criminosa é pragmática.


Não costuma trocar tiros com a polícia e não permite roubos nas imediações dos morros.

Em pelo menos três ocasiões, Nem entregou ladrões das imediações à polícia, espancados.

Recebe aliados de outros morros que queiram se converter a sua organização.

O grande número de bandidos de outras favelas circulando na Rocinha deixa os moradores com medo.

Não raro o tráfico obriga motoristas a abrir as malas nas vielas da favela.

Estima-se que a quadrilha tenha cerca de 300 homens.

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, acha que Nem é superestimado. “Ele não é tudo isso que dizem.

De certa forma, é até um bandido tranquilo.

A Rocinha não costuma ser problemática”, afirmou ele, em entrevista a ÉPOCA.

A história do pai pobre que recorreu ao tráfico para salvar a filha doente pode despertar em alguns certa compaixão.


O sentimento, porém, não é demonstrado por Nem em relação a suas vítimas.

Nem é acusado de mandar matar pelo menos dez pessoas em 2008 numa demonstração de força logo depois que seu braço direito foi preso.

Em 2007, um morador chamado Célio ficou três meses se alimentando exclusivamente de líquidos porque teve a arcada dentária destroçada pelos bandidos.

Célio tentou intervir quando Nem, furioso, batia num rapaz que comia pizza com sua namorada.


Ninguém comanda um morro durante anos somente na base da simpatia.

O episódio de sábado mostra que, quando acuados, bandidos atiram em quem estiver pela frente.

E, como o próprio secretário de Segurança afirma, até que o Rio novo seja possível, a cidade terá de conviver com o velho.







Olhares...

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Amy...

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Toca o raio do meu celular:

- É o Jorge do blog?

- Acho que sou...

- O Chuvaitzer?

- A pronúncia esta quase correta!

- Jorge, preciso te contar!

- Sei...

- Pode?

- Se for rápido...

- Eu estava namorando, numa boa, e o cara botou o repertório inteiro da Amy Winehouse prá tocar como fundo musical...

- Seu namorado tem bom gosto, Amy com aquela voz rascante é sensual mesmo, a embalar namoro desde que sem legenda...

- Foi engraçado, lembrei de você no meio do tudo... Você e Amy são idênticos...

- Caramba, nada a ver, odeio drogas...

- Eu olhava para o teto, para o lado e sempre lembrava daquela tua foto com a língua de fora; virou um desespero fixo tatuado na parede do apartamento...

- Que mierda!

- Eu jamais tinha escutado qualquer música da doidona até você ter a péssima idéia de reproduzir no blog; só conhecia aquela Amy do Pânico...

- Pô, foi mal...

- Jorge, foi péssimo! Teve uma hora que falei, quase sem perceber, "chega"...

- Me envia o restante por email...

- Posso?

- Lógico!




Jorge Schweitzer






O Mundo em Movimento

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Capitão PM Lauro Moura Catarino preso roubando cabos de telefone...

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O capitão PM Lauro Moura Catarino é lotado na Auditoria Militar...

Recentemente julgou os policiais acusados de corrupção após o atropelamento do filho da atriz Cissa Guimarães...

Ontem o capitão Catarino deixou de ser juiz e passou a réu...

O capitão Lauro Moura Catarino foi preso - juntamente com outro também capitão do Batalhão de Choque Marcelo Queiroz dos Anjos - na Praia de Botafogo, a uma hora da manhã, em frente ao número 300...

Os dois davam proteção a dez bandidos que faziam a parte operacional do roubo com uniformes de companhia telefônica Oi...

Segundo investigações da 9a. DP os oficiais eram os mentores e responsáveis pela segurança da quadrilha, que agia há oito meses entre Botafogo, Flamengo e Centro...

A quadrilha faturava R$ 300 mil por mês...

Segundo o delegado titular da 9a. DP, Alan Luxardo, o grupo é a maior quadrilha de furto de cabos de todo o estado, tendo sido investigado por dois meses, com apoio do Gaeco do Ministério Público...

Pois é...
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Difícil que este pessoal não tenha imaginado que uma hora a casa iria cair...
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Se gastaram o dinheiro todo agora vai ficar difícil arrumar advogado bom...
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O capitão Lauro Moura Catarino ao ser preso usava um Rolex Submariner...
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Taí, já dá para começar a negociar com um advogado vagabundo de porta de cadeia...

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Jorge Schweitzer





Mulher Melancia, a Andressa Soares, em A Fazenda 3...


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Postei somente uma foto como boas-vindas ao Otávio adentrando territórios tupiniquins após abandonar a maçã NY podre...

Era, nada mais - nada menos - que a abundante Melancia na Praia da Barra nesta quinta feira passada...

A Mulher Melancia...

Andressa Soares nem possui o perfil total do ideal...

Porém, a Mulher Melancia é bacana...

Sensual em tempo integral...

Total...

Nos deixa loucos sem ser este tudão todo...

Possui celulite e gordura no lugar correto...

E...

Charme erótico que nos deixa babando na velocidade cinco...

Todo homem quer ver o que a mulher insinua sem mostrar completamente...

Mulher Melancia percebeu captar nosso devaneio tarado...

Balança aquilo tudo com cara de que nem está nem aí...

Nunca páro para acompanhar reality show...

Este não vou perder...

Me aguardem...


Jorge Schweitzer