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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Vanessa de Vasconcelos Duarte ===>> Delegado Zacarias Tadros já sabe identidade de um dos assassinos da jovem

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Paulo Toledo Piza
Do G1 SP



O delegado Zacarias Tadros, responsável pela investigação sobre a morte da supervisora de vendas Vanessa de Vasconcelos Duarte, de 25 anos, afirmou na tarde desta quinta-feira (17) que já sabe a identidade de um dos assassinos da jovem.
O nome do suspeito, porém, não foi divulgado para não atrapalhar as investigações.

“Nesse momento, a polícia sabe quem é um dos autores do crime. Estamos fazendo buscas para encontrá-lo”, afirmou o policial, que é titular do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa da Delegacia Seccional de Carapicuíba, que fica em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.
O corpo da jovem foi encontrado por conhecidos dela no domingo (13), em um matagal em Vargem Grande Paulista.

Segundo o delegado, o procurado era próximo de Vanessa. “Mas não é parente nem era de seu círculo pessoal.” Para ele, se o suspeito for encontrado, a chance de a polícia prender um outro criminoso, tido como coautor do homicídio, é grande.

Ainda nesta quinta, a irmã gêmea da vítima, Valéria, o noivo dela, Alex Veras da Silva, e o noivo de Vanessa, Luiz Vanderlei de Oliveira, foram ouvidos pelo delegado que conduz as investigações, Zacarias Tadros.
Também chegou à delegacia um casal com um bebê de colo que não se identificou.
Eles estavam em dois veículos e não conversaram com a imprensa na entrada nem na saída da delegacia, por volta das 16h.
O delegado afirmou que descarta "por enquanto" a participação do noivo da vítima no crime.

Retrato

Mais cedo, Zacarias divulgou o retrato falado de mais um suspeito de matar Vanessa.
Trata-se de um homem que, segundo o policial, é conhecido da jovem. “Esse homem foi visto por essa testemunha dirigindo o carro que Vanessa usou no dia em que desapareceu”, disse Zacarias.
A mulher desapareceu no sábado (12) depois de ter saído da casa do noivo em Barueri com o carro dele.
Ela ia a Carapicuíba encontrar com amigas que levaria à capital paulista para um curso de maquiagem.


Oprimeiro retrato falado, feito a partir de relatos de testemunhas, é de um homem negro que, segundo o delegado, dirigia uma moto atrás do veículo da jovem. A polícia procura pelos dois suspeitos.
Quatro pessoas com características físicas parecidas foram detidas na quarta, mas foram liberadas após prestarem esclarecimentos.

Ainda segundo o policial, nenhum parente reconheceu os retratos falados. “São fisionomias bem comuns.” Zacarias, porém, afirmou que já tem o nome de alguns suspeitos.



Laudo


O laudo com a causa da morte de Vanessa feito pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Cotia a pedido da polícia concluiu que a jovem teve várias lesões pelo corpo e foi violentada.
O exame feito no corpo de Vanessa Vasconcelos Duarte constatou: hematomas em toda perna direita, ferimentos no braço direito, arranhões e hematomas no pescoço, marcas de espancamento no rosto, um corte profundo na cabeça e queimaduras nas costas na altura da cintura.

A causa da morte foi asfixia respiratória, provocada por estrangulamento e pela obstrução da boca por um absorvente feminino.
Vanessa também sofreu traumatismo craniano e violência sexual. “Foi uma morte violenta por asfixia e tortura”, concluiu o médico legista de Cotia que assinou o laudo.
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Vanessa de Vasconcellos Duarte ==>> Retrato falado do suspeito

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Kleber Tomaz
do G1 SP


A Polícia Civil de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, divulgou nesta terça-feira (15) o retrato falado de um suspeito da morte da supervisora de vendas Vanessa de Vasconcelos Duarte, de 25 anos.

O desenho foi feito a partir do depoimento de uma mulher que viu o veículo que ela dirigia abandonado em uma estrada de Vargem Grande Paulista e um homem perto do automóvel. O corpo de Vanessa acabou localizado no domingo (13), em um matagal próximo à Rodovia Raposo Tavares. A polícia ainda não informou as características físicas do suspeito.

Os investigadores suspeitam que Vanessa tenha sido assassinada por alguém que a conhecia.


O pai da vendedora afirmou nesta terça ao G1 que ainda não consegue acreditar nessa hipótese.


Por telefone, o comerciante Mariano Duarte Leite, de 56 anos, disse à reportagem que as pessoas que ele conhece e mantiveram contato com sua filha estão acima de qualquer suspeita.


Acha mais provável que ela tenha sido confundida com alguém.

“Não sei, não faço ideia, mas ela não tinha inimigos. Ela pode ter sido pega por engano talvez. Poderia ser a pessoa errada que estavam procurando. Alguma inveja. Soube que teria ocorrido um assalto ali perto de onde ela foi vista pela última vez. Não sei se é verdade. É preciso ver isso melhor”, disse o pai da vítima.


“Não posso descartar nada, mas reitero que minha família e o noivo dela [o engenheiro Luiz Vanderlei de Oliveira, de 34 anos] estão acima de qualquer suspeita. Não tem ninguém na minha casa que faria uma barbaridade dessas”, completou o pai de Vanessa.

O G1 não conseguiu localizar Luiz para comentar o assunto.

A informação da família de Vanessa é que o noivo estava nesta terça na casa onde a vítima morava com os pais. “Tenho o Luiz como um filho. Ele está sofrendo muito. Fazia seis meses que minha filha morava com ele. Eles iriam se casar e isso é normal no século 21”.

O corpo de Vanessa foi encontrado no domingo (13) em Vargem Grande Paulista, um dia depois de ela ter desaparecido da casa do noivo em Barueri.

O carro que ela usava havia sido localizado em Vargem Grande no sábado (12) à tarde, horas depois de ela ter sumido.

Vanessa tinha pego o Ford Fiesta prata de Luiz para ir se encontrar com três amigas em Carapicuíba no sábado.

Elas iriam participar de um curso de maquiagem em Jaguaré, na capital paulista. As colegas não conseguiram falar com a vendedora no celular dela e seguiram para a aula.

Como nenhum saque foi feito da conta de Vanessa até esta terça, o delegado Zacarias Tadros, titular do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa da Delegacia Seccional de Carapicuíba, acha mais provável que ela tenha sido vítima de algum conhecido.

“Até o momento, a tendência é que a mulher tenha sido morta por alguém que ela conhecia. Ela pode ter dado carona para o assassino”, disse o delegado, que ainda não tem indícios de que Vanessa tenha sido vítima de um sequestro-relâmpago.

Foram levados o celular e a bolsa da vítima. “Esperamos agora que o culpado seja encontrado. Minha filha tinha só 25 anos e uma vida inteira pela frente. O sonho dela era se casar”, disse Mariano.