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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Diplomata brasileira Milena Oliveira de Medeiros, 35 anos, morre em Brasília após retornar da África com malária


Morre diplomata brasileira que contraiu malária na África
Milena Medeiros, 35 anos, ficou doente após viagem à Guiné Equatorial.
Ela começou a sentir sintomas ao voltar e esteve internada em Brasília.


Iara Lemos Do G1, em Brasília


O Itamaraty informou no início da noite desta segunda-feira (26) que morreu pela manhã a diplomata brasileira Milena Oliveira de Medeiros, 35 anos.

Natural do Acre, Milena de Medeiros estava internada desde o começo de dezembro em Brasília, após contrair malária em uma viagem à África, a serviço do governo.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que o ministro Antonio Patriota manifestou aos familiares "condolências e a solidariedade de todo o corpo de funcionários".

Segundo o Itamaraty, Milena de Medeiros "exerceu suas funções com grande dedicação e sentido de dever". Ela ingressou na carreira diplomática em 2009, por meio de concurso público.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty), Milena Medeiros esteve em Malabo, capital da Guiné Equatorial, em missão diplomática, entre 20 e 27 de novembro.

Uma semana depois, na segunda-feira (5), ao passar mal, ela procurou pela primeira vez o Hospital Brasília. O hospital, que é privado, mantém convênio com o plano de saúde do MRE.

O médico recomendou internação, mas Milena preferiu ficar em casa e fez o exame para malária, cujo resultado sairia em 15 dias.

Com o agravamento do quadro, ela retornou ao hospital na quarta (7). No sábado (10), foi internada e encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

De acordo com relatos de diplomatas, o hospital buscou o Ministério da Saúde para conseguir o medicamento contra a malária, o que só aconteceu na segunda-feira (12), uma semana após a primeira consulta de Milena e duas após a volta.



PS; Uma diplomata morrer por falta de medicamento não liberado pelo Ministério da Saúde a tempo é um total absurdo tanto quanto seria com qualquer cidadão comum... Todos estamos reféns da inoperancia do Estado que não tem competencia sequer para proteger nem mais os seus... JS