
Morre diplomata brasileira que contraiu malária na África
Milena Medeiros, 35 anos, ficou doente após viagem à Guiné Equatorial.
Ela começou a sentir sintomas ao voltar e esteve internada em Brasília.
Iara Lemos Do G1, em Brasília
O Itamaraty informou no início da noite desta segunda-feira (26) que morreu pela manhã a diplomata brasileira Milena Oliveira de Medeiros, 35 anos.
Natural do Acre, Milena de Medeiros estava internada desde o começo de dezembro em Brasília, após contrair malária em uma viagem à África, a serviço do governo.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que o ministro Antonio Patriota manifestou aos familiares "condolências e a solidariedade de todo o corpo de funcionários".
Segundo o Itamaraty, Milena de Medeiros "exerceu suas funções com grande dedicação e sentido de dever". Ela ingressou na carreira diplomática em 2009, por meio de concurso público.
De acordo com o Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty), Milena Medeiros esteve em Malabo, capital da Guiné Equatorial, em missão diplomática, entre 20 e 27 de novembro.
Uma semana depois, na segunda-feira (5), ao passar mal, ela procurou pela primeira vez o Hospital Brasília. O hospital, que é privado, mantém convênio com o plano de saúde do MRE.
O médico recomendou internação, mas Milena preferiu ficar em casa e fez o exame para malária, cujo resultado sairia em 15 dias.
Com o agravamento do quadro, ela retornou ao hospital na quarta (7). No sábado (10), foi internada e encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
De acordo com relatos de diplomatas, o hospital buscou o Ministério da Saúde para conseguir o medicamento contra a malária, o que só aconteceu na segunda-feira (12), uma semana após a primeira consulta de Milena e duas após a volta.
PS; Uma diplomata morrer por falta de medicamento não liberado pelo Ministério da Saúde a tempo é um total absurdo tanto quanto seria com qualquer cidadão comum... Todos estamos reféns da inoperancia do Estado que não tem competencia sequer para proteger nem mais os seus... JS