sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Fernanda Regina César Santiago diz que 'perdoaria' Anderson Tingo de Oliveira que a agrediu com cotovelada em São Roque SP
'Eu perdoaria', diz jovem que levou cotovelada sobre agressor
Vítima teve traumatismo craniano após agressão em São Roque em agosto.
Nesta sexta-feira, Fernanda Cézar falou que ainda sente dores de cabeça.
Isabela Leite
Do G1 São Paulo
A auxiliar de produção Fernanda Regina Cézar, agredida com uma forte cotovelada em 16 de agosto em São Roque (SP), disse nesta sexta-feira (5) que desculparia o comerciante Anderson de Oliveira. “Se ele me pedisse perdão, eu perdoaria”, afirmou a jovem, que esteve em São Paulo durante a tarde acompanhada do irmão, Eduardo Cézar. Ele é auxiliar do advogado Ademar Gomes.
Tanto a jovem quanto o irmão avaliam que a agressão pode ter sido motivada por uma desavença com uma vizinha. Fernanda disse que não se lembra do que disse para o agressor no dia do crime. Ela sofreu traumatismo craniano após ser atingida pelo comerciante e ficou internada no hospital até segunda-feira (1º).
A jovem relatou que ainda sente dores de cabeça e que "está tomando remédios". Os médicos disseram à família que as sequelas do golpe só poderão ser confirmadas após seis meses de tratamento.
Anderson Oliveira está preso e responderá por tentativa de homicídio qualificado, pois a vítima não teve chance de defesa, segundo a polícia. "Eu não sou uma pessoa de agredir ninguém, eu não esperava ser agredida", afirmou a auxiliar de produção.
Fernanda relatou que se lembra de tudo no dia da agressão, menos do que falou no ouvido de Oliveira segundos antes do golpe. "Só me lembrei a partir do momento em que vi as imagens". O vídeo (veja acima) foi assistido por ela pela primeira vez na quinta-feira (4), na delegacia de São Roque, durante depoimento à Polícia Civil. "Ela ficou travada quando viu as imagens. Ficou pasma, sem reação nenhuma", completou o irmão.
Confusão com vizinha
Aparentemente confusa, a agredida, que é divorciada e mora sozinha, disse nesta sexta-feira que a discussão com o comerciante pode ter começado por causa de uma desavença com uma parente dele, de prenome Lusinete. Ela mora em uma casa vizinha.
"Ela [Lusinete] tem ciúmes do marido dela. Eu não sei se ele [Anderson] é irmão ou primo dela. Desde então, ela falava de mim pra ele. A gente nunca teve confusão entre nós dois, mas por causa dessa vizinha, a Lusinete, por causa dela que teve toda essa confusão". Fernanda disse que tentou resolver a situação conversando com Anderson de Oliveira.
"Uma vez, um tempo atrás, eu vi ele no portão da casa dela e chamei ele. O apelido dele é Tingo. Ai eu falei: Tingo, vem cá, eu preciso conversar com você. O negócio é o seguinte: ela está querendo armar confusão comigo. Ai eu acho que depois de quatro, cinco meses, veio a acontecer isso [a agressão]", relatou a jovem.
Ela tem ciúmes do marido. Essa confusão começou por causa dela porque eu nunca tive nenhum problema com ele (...) Ela já tinha me ameaçado antes"
"Foi por causa dessa pessoa, dessa Lusinete. Essa confusão começou por causa dela porque eu nunca tive nenhum problema com ele. Eu estou abrindo o portão da minha casa, e ela fica provocando. Ela já tinha me ameaçado antes. Disse que o marido conhecia 'alguns malandros da cidade'", informou. As desavenças começaram há cerca de cinco meses, segundo o irmão da agredida. Ele confirmou que a vítima já havia sido ameaçada pela vizinha.
Questionada se acredita ter nascido de novo, a jovem afirmou: “Deus sempre cuidou de mim e me cuidou naquele dia”. Ela disse também que nunca teve problema com o agressor. “Eu gostava dele como pessoa. Nunca ia esperar que ele fosse fazer isso comigo.” Fernanda tem um filho de seis anos. A criança está com o pai em Santos e não assistiu ao vídeo da agressão. Ela ainda não encontrou com o garoto desde o ocorrido.
O advogado da jovem afirmou que não pretende pedir indenização, por enquanto. “O importante é que ela se recupere”,
Depoimento
Na tarde de quinta-feira (4), Fernanda Cézar prestou depoimento na delegacia de São Roque (SP). Ela e o irmão, Eduardo Cézar, foram ouvidos por mais de duas horas pela delegada que investiga o caso, Priscila de Oliveira. A auxiliar de produção deixou o distrito policial sem falar com a imprensa, cobrindo o rosto com um cobertor.
A família decidiu antecipar o depoimento para poupar a jovem, que precisava ficar em repouso. Eduardo também prestou depoimento na delegacia para informar o estado de saúde da irmã.
Discussão e cotovelada
As imagens da agressão, que ocorreu na madrugada do dia 16 de agosto, foram registradas por uma câmera de segurança de uma loja de motocicletas na Avenida Antonio Dias Bastos, no centro de São Roque. Segundo o irmão da vítima, ela e Anderson são conhecidos e se encontraram ocasionalmente na festa realizada por uma casa noturna.
O vídeo, que foi solicitado pela própria família da vítima ao dono do comércio, mostra Fernanda discutindo primeiro com uma pessoa vestindo uma blusa branca. Depois, ela fala com Anderson, que está de terno e com uma lata de cerveja na mão. Na sequência, o rapaz desfere uma cotovelada contra ela. Pessoas que estavam no local chamam o resgate, que chega pouco tempo depois. Anderson permanece no local, impassível.
Após a agressão, Fernanda foi levada para o Pronto-Socorro de São Roque e depois encaminhada para o Hospital Regional; ela saiu da UTI no dia 23 de agosto e permaneceu internada na enfermagem neurológica até o dia 1º.
Investigação
Ao todo, sete pessoas deram esclarecimentos à polícia. Com o fim dos depoimentos, a delegada afirmou que irá relatar o inquérito no começo da próxima semana e fará o pedido de prisão preventiva da comerciante. Até a elaboração da denúncia, Anderson de Oliveira permanecerá preso sem possibilidade de fiança enquanto os advogados responsáveis pela defesa não entrarem com pedido de habeas corpus.
A delegada Priscila de Oliveira diz que a prisão temporária do agressor termina no dia 18 de setembro. “Até lá, acredito já ter concluído o inquérito” completa. Se for necessário para a investigação, ela poderá pedir a prorrogação da prisão temporária dele. Na semana passada, a delegada recebeu do hospital um laudo médico da jovem, mas que o documento não traz novidade à investigação.
“O laudo recebido foi baseado no prontuário da vítima e apenas aponta as lesões. Será necessário fazer um exame complementar”, explica a delegada. Esse novo exame deve ser feito em 120 dias, já que a prioridade é zelar pela saúde da vítima. O prontuário médico de Fernanda já foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para que seja elaborado um laudo, a partir dos exames, e que ajudará a concluir o inquérito.
Ainda segundo a delegada, nenhuma das testemunhas soube dizer o que causou a discussão. "Ele disse que ela [Fernanda] xingou ele e a irmã (que não estava presente). A cotovelada foi para afastar ela, que estaria incomodando Anderson", comentou.
A polícia abriu um inquérito para apurar os motivos da agressão, mas não divulgou outros detalhes do depoimento do comerciante, apenas confirmou que Anderson tem passagem por contravenção penal por envolvimento com máquinas caça-níqueis. O comerciante também tem registro de um roubo no qual matou o ladrão, mas a Polícia Civil ressaltou que ele não respondeu por homicídio, já que foi considerado legítima defesa.
PS: Na boa, tem algo errado com esta moça por querer perdoar o agressor e além disto nem pensar em indenização... Todos comovidos com a violência covarde que esta moça foi vítima e ela está querendo 'perdoar' o indivíduo?!... O sujeito Anderson de Oliveira bateu na moça e ficou tranquilo bebericando sua latinha de cerveja sem se preocupar com punição alguma ou de ser linchado por alguma turma que tivesse assistido a cena... Curioso que ele é tão ciente que ninguém reagiria lhe enfiando uma porrada no centro da cara que sequer largou a latinha ou tentou se refugiar, parecia o dono absoluto da situação que todos em volta temem... Agora, a Polícia tem que saber se nos bastidores está sendo costurado algum acordo ou ameaça para não irem a fundo investigar a vida de um desafiador destes que já matou outra pessoa que diz que lhe roubou e envolvimento com máquina caça-níqueis que é coisa de miliciano e/ou bicheiro... Anderson de Oliveira pode não ser jacaré mas tem rabo, dente e crosta de jacaré... Este 'perdão' por agressão deste porte tá pra lá de estranho... JS
Voto na Marina se ela jurar que não teme Malafaia e seu marido não tem nada a ver com Jorge Murad
Pô, na boa, alguém ter medo do Silas Malafaia não abona...
Malafaia é um mascate pentecostal que só relevante para investigações de três siglas: PF, MPF e RF...
Marina Silva tem obrigação de deixar claro que não deve submissão a Malafaia sob risco de perder votos...
Somente Malafaia acredita-se porta voz de qualquer segmento religioso...
Malafaia é um sem noção que se acha tentando impor medo com sua gritaria hipertensiva...
Feliciano e Malafaia aderirem a campanha de Marina mais criam rejeição do que acrescentam valores éticos e morais a candidatura...
Marina só tem a ganhar caso decline do apoio destas duas figuras execráveis...
Jorge Schweitzer
Amanda Mocellin, filha de um dos fundadores da Rede Porcão, é presa por furto e racismo no Barra Shopping do RJ
Cíntia Cruz e Luã Marinatto
Amanda Mocellin, filha de Neodi Mocellin, um dos fundadores da rede de churrascarias Porcão, foi presa em flagrante na tarde desta quinta-feira acusada de furto e injúria racial.
A mulher, de 36 anos, teria sido flagrada por funcionárias de uma joalheria no Barra Shopping, na Zona Oeste do Rio, escondendo na bolsa um brinco no valor de R$ 386. O caso foi registrado na 16ª DP (Barra da Tijuca).
Uma funcionária, que pediu para não ser identificada, contou ter visto Amanda recolher a bijuteria, considerada uma semijoia.
A funcionária esperou pela chegada da gerente do estabelecimento para tentar encontrá-la fora da loja. As duas, então, localizaram a mulher em um dos banheiros do shopping.
Ao fazerem a acusação, afirmam ter ouvido: “Vocês sabem quem é meu pai? Vocês são gentinha”.
— Ela quis jogar o brinco fora, mas entramos no sanitário e o encontramos. Pensamos em resolver de outro jeito, mas ela começou a xingar e humilhar, aí não deu. Chegou até a falar que eu “era só uma negrinha” — diz a funcionária.
Em seguida, o grupo seguiu para a sala da segurança, onde Amanda caiu em lágrimas.
A gerente relata que ela parecia embriagada, e que quatro latinhas vazias de cerveja foram encontradas em sua bolsa.
Um PM conduziu o carro de Amanda — uma Pajero ano 2004, com licenciamento atrasado e o para-brisa trincado — do shopping à delegacia.
De acordo com um outro policial, “ela estava nervosa e sem condições de dirigir”.
No início da noite desta quinta, a mãe e um dos tios da acusada foram ouvidos e alegaram desconhecer o ocorrido. Mais tarde, a família não retornou ou atendeu às ligações do EXTRA para se posicionar. Tampouco advogados foram localizados.
A semijoia que teria sido furtada por Amanda: R$ 386 A semijoia que teria sido furtada por Amanda: R$ 386 Foto: Luiz Ackermann
Atualmente, após disputas judiciais envolvendo a Rede Porcão, duas churrascarias carregam o sobrenome Mocellin: uma na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, e outra em Niterói, na Região Metropolitana do estado.
Amanda já respondeu a uma série de processos arquivados no Juizado Especial Criminal (Jecrim) — entre eles, por desacato e perturbação da tranquilidade.
PS: Filha de dono de churrascaria pega seu carro modelo 2004 com vidro trincado, IPVA atrasado e sai para roubar bijuteria, xinga todo mundo e ainda são encontradas quatro latinhas de cerveja amassadas na bolsa e ninguém faz bafômetro só nos resta concluir que a autoridade considerou que as latinhas amassadas eram para vender no ferro velho e juntar dinheiro para pagar advogado... Se fosse eu tomava dois telefones e chegaria na delegacia devidamente algemado ou invés de PM dirigindo meu veículo... Êta brasilzão véio de guerra... JS
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Jandira Magdalena dos Santos Cruz, de 27 anos, desaparecida no RJ
Cartão de visitas pode levar à suspeita pelo desaparecimento de mulher que foi realizar aborto
Rosemere Aparecida Ferreira, a Rose, cujo nome aparece no cartão da clínica de aborto que atendeu a auxiliar administrativa Jandira Magdalena dos Santos Cruz, desaparecida
Breno Boechat
A foto de um cartão de visitas, encontrada no celular da auxiliar administrativa Jandira Magdalena dos Santos Cruz, de 27 anos, pode levar a polícia à mulher que acompanhou a jovem para fazer o aborto de uma gravidez de três meses e duas semanas. Na imagem, é possível ver telefones de uma clínica ginecológica e um apelido, ao lado de um dos números: “Rose”. A jovem desapareceu na terça-feira da semana passada, depois de entrar no carro da suspeita, com outras três mulheres, na Rodoviária de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, como revelou nesta quarta-feira a rádio CBN.
O EXTRA levantou que dois dos números contidos no papel pertencem a Rosemere Aparecida Ferreira, de 47 anos, que nos últimos quatro anos foi presa quatro vezes em flagrante pelo crime de aborto em terceiros. Em 25 de fevereiro deste ano, o desembargador Antonio Eduardo Duarte, da Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, decretou a prisão preventiva dela e de outras duas pessoas, acusadas pelo Ministério Público de formar uma quadrilha especializada na prática de aborto.
Segundo a denúncia oferecida pelo MP, o grupo “tem um estabelecimento apropriado para as intervenções cirúrgicas (clínica), grande quantidade de remédios e até mesmo um automóvel, para conduzir as mulheres interessadas ao local em que praticavam os crimes”.
Para realizar o procedimento cirúrgico, Jandira procurou uma amiga, que conhecia outra mulher que já havia sido atendida por Rose. O contato com a responsável pela clínica foi todo feito por telefone. A mãe de Jandira, Maria Ângela dos Santos, conta que tentou convencer a filha a desistir da ideia de abortar a gravidez, mas não conseguiu. Religiosa, ela espera que as pistas ajudem a encontrar a jovem, que tem outras duas filhas, de 9 e 12 anos.
— Só pode ser coisa de Deus esse celular ter ficado aqui. Disse para ela só levar o rádio, porque poderiam dar algo para ela dormir e roubar o telefone — conta, emocionada, a mãe.
O caso está sendo investigado pela 35ª DP (Campo Grande). O EXTRA entrou em contato com todos os telefones registrados no nome de Rosemere, mas nenhuma das ligações foi atendida.
Suspeita age por telefone e evita dar detalhes do aborto. Entenda o caso:
No dia marcado para a cirurgia, Jandira foi levada pelo ex-marido, Leandro Brito Reis, para a Rodoviária de Campo Grande, conforme combinado com Rose. De acordo com a mãe da jovem, a suspeita não quis revelar o endereço da clínica, por se tratar de uma prática ilegal.
— Ela disse que não poderia passar o local da clínica e mandou ela ir até a rodoviária, às 9h. O Leandro foi com ela. Por volta de 10h40, eu liguei e disse: ‘Jandira, volta, não faz isso”. Ela me disse que estava decidida. Pouco tempo depois eu liguei de novo e o telefone dela estava desligado. Falei com o Leandro e ele disse que a Rose mandou todas as mulheres desligarem os celulares quando entraram no carro — conta Maria Ângela.
O carro usado por Rose, segundo o ex-marido de Jandira, era um Gol branco, de quatro portas e bem antigo. A placa, de acordo com ele, estava danificada e não era possível entender o que estava escrito. Poucas horas depois, ainda na rodoviária, Leandro encontrou uma das mulheres que estavam no carro, que disse que Jandira ainda estava na clínica. Depois disso, a família não teve mais nenhuma informação sobre o paradeiro da jovem.
— A tal doutora disse que em cerca de duas horas ela estaria de volta. O Leandro ficou mais de seis horas na rodoviária e ela não apareceu. O telefone só dava desligado. Desde esse dia eu não tenho notícia da minha filha — lamenta a mãe.
Segundo denúncia oferecida pelo Ministério Público, no ano passado, a prática era comumente usada por Rosemere, que “além de proprietária do estabelecimento onde funcionava a clínica de aborto, liderava e organizava a prática delituosa desempenhada pela quadrilha, mantendo contato telefônico e/ou pessoal com as gestantes, negociando os preços, agendando os horários das intervenções cirúrgicas, indicando o local de encontro para encaminhamento à clínica, fazendo a triagem das pacientes, recebendo os valores referentes ao serviço, distribuindo o lucro entre os quadrilheiros, além de atuar diretamente nos procedimentos abortivos, exercendo função de enfermeira”.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Francisco Eclache Filho, juiz de 65 anos, mata sua companheira Madalena Dotto Nogara, economista de 55 anos, que conheceu na Internet
Juiz é acusado de matar a companheira que conheceu pela internet e com quem passou a viver em janeiro
Eclache Filho está preso no Palácio da Polícia Civil, em Porto Alegre, depois da morte da economista Madalena Dotto Nogara
por José Luís Costa
Durante décadas, incontáveis réus foram para a cadeia pelo pulso firme do juiz Francisco Eclache Filho, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Quatro anos após se aposentar e longe dos tribunais mineiros, o magistrado é quem foi para atrás das grades.
Eclache Filho está preso preventivamente no Palácio da Polícia Civil, em Porto Alegre, acusado de matar com quatro tiros a companheira, a economista Madalena Dotto Nogara, ex-secretária de Finanças e da Indústria de Restinga Seca, na região central do Estado, a 277 quilômetros da Capital.
O assassinato que sacudiu a cidade de 16,3 mil moradores ocorreu em 22 de julho, 54 dias após o casal oficializar a união estável, fruto de um flerte pela internet. O motivo do crime: uma suposta crise de ciúmes que ele sentia em relação a ela, 10 anos mais jovem.
Aos 65 anos, o juiz é um dos 13 ocupantes (outros 10 policiais civis e dois agentes penitenciários) da carceragem da Polícia Civil. Aparenta tranquilidade, fala pouco e evita entrevistas. Dorme em um alojamento individual, assim como os demais presos. Tem de arrumar a cama e lavar a própria roupa em um tanque. Recebe a mesma comida dos outros presos, fornecida pelo Estado e preparada por um dos policiais detidos. Tem acesso a livros, revistas, jornais e TV.
Os caminhos de Eclache Filho e de Madalena se cruzaram virtualmente em meados de 2013. Aposentada, mãe – deixou uma filha de 32 anos – e avó, ela dedicou seu tempo ao trabalho e à família. Aos 55 anos, sem jamais ter se casado, Madalena sentia falta de um companheiro. E encontrou Eclache Filho – divorciado, dois casamentos – por uma rede social. O namoro era por câmeras de vídeo distantes 2 mil quilômetros – o juiz morava em Manhumirim, pequena cidade na Zona da Mata, em Minas Gerais. Conheceram-se em outubro e, em janeiro, Eclache Filho desembarcou as malas em Restinga Seca. Um mês antes do crime, buscou em Minas um revólver calibre 38 – uma das 14 armas registradas no nome dele.
Advogado sustenta legítima defesa
Na versão sustentada por Ramon D'Avila Prottes Soares, um dos advogados do juiz, o assassinato de Madalena teria sido uma reação em legítima defesa.
O criminalista evita discorrer sobre sua tese, alegando questões éticas, mas garante que o magistrado não teve intenção de matar a mulher. Afirma que o juiz não bebia em exagero e também não sentia ciúmes da mulher, como afirma o inquérito policial.
– Ele está muito abalado, tentando entender o que aconteceu – resume Prottes Soares.
O advogado assegura que não houve premeditação e que seu cliente não estaria fugindo do local do crime quando se acidentou na BR-101, em Capão da Canoa, no Litoral Norte:
– Ele estava com receio de se apresentar em Restinga Seca e decidiu se entregar ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Nesse ínterim, sofreu um acidente.
- Francisco Eclache Filho sentiria ciúme doentio de Madalena Dotto Nogara
Fotos: Arquivo pessoal/Reprodução
Na semana passada, Eclache se negou a participar de uma reconstituição do crime, e o Tribunal de Justiça do Estado já rejeitou dois pedidos de habeas corpus para libertá-lo.
Presentes, ciúme e "quatro tiros acidentais"
O juiz aposentado Francisco Eclache Filho não economizou para agradar Madalena Dotto Nogara. Para que ela esquecesse um Fusca velho, presenteou-a com um Uno Vivace novo.
Mandou reformar a casa da família e comprou um terreno em Restinga Seca para construir uma nova moradia. Em 29 de maio, o casal celebrou a união estável em um cartório diante de duas testemunhas. Culto e educado, Eclache Filho conquistava a comunidade. Na intimidade, contudo, nutria forte ciúme, embalado pelo consumo de álcool, segundo o inquérito policial.
– A situação se agravou em razão da ingestão de bebidas. Tinha sentimento de posse em relação à vítima, restringiu contatos com pessoas e a obrigou a excluir o perfil no Facebook – afirma o promotor Sandro Marones, autor da denúncia à Justiça por homicídio triplamente qualificado.
Em 9 de julho, Madalena comemorou 55 anos, em casa, sem festa. Na noite do crime, 22 de julho, a relação estaria estremecida. Conforme denúncia do Ministério Público, o juiz tomou providências para evitar receber visitas – teria pego as chaves do portão eletrônico da garagem da casa da filha de Madalena, impedindo que ela saísse de casa, distante 10 quadras.
Com um revólver calibre 38, ele disparou quatro vezes em Madalena – na cabeça, peito e costas. Chovia forte. No quarto ao lado, a mãe da vítima, de 92 anos, acamada, e com problemas de audição, nada percebeu.
Depois, o juiz teria arrancado fios do telefone, pegado o Uno e fugido. Pretendia ir para Minas, mas por volta das 7h do dia seguinte, caiu em um barranco na BR-101, em Capão da Canoa, no Litoral Norte. Um morador da região apareceu, chamou a Polícia Rodoviária Federal e atendeu ao celular do juiz. Ouviu alguém dizer que o juiz tinha matado uma mulher e avisou os policiais rodoviários.
Na Delegacia da Polícia Civil de Osório, o juiz confessou o crime ao delegado Gustavo Brentano. Alegou que os tiros foram acidentais, enquanto ensinava a mulher a manusear o revólver, a pedido dela.
– Para o MP, essa versão é uma falácia. A não ser que a vítima fosse o próprio alvo – afirma o promotor Marones.
Surpresa em Minas Gerais
A prisão por assassinato do juiz aposentado Francisco Eclache Filho causou perplexidade entre amigos em Minas Gerais.
– Ele foi um dos melhores juízes que passou por aqui. Era correto, justo e imparcial, um sujeito muito respeitado – lembra o advogado João Carlos da Fonseca Chaves, de Conselheiro Lafaiete, cidade mineira da região do Alto Paraopeba, onde o juiz atuou por 14 anos.
Nascido em Arapoti, no norte do Paraná, Eclache Filho cursou Direito e advogou em São Paulo. Depois, mudou-se para Minas, onde foi promotor de Justiça, e logo ingressou na magistratura. Implacável contra a corrupção, condenou um prefeito por improbidade administrativa e, em outro momento, suspendeu o recolhimento de IPTU, ordenando a revisão do tributo.
– Foi uma tragédia. Ele tem uma vida profissional irrepreensível. Infelizmente, fora do trabalho, tinha problemas com o álcool – conta a advogada Rossana Nery, ex-aluna de Eclache Filho.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, assassino do cartunista Glauco, é preso por latrocínio
Acusado de matar cartunista Glauco é preso suspeito de latrocínio em GO
Carlos Eduardo foi detido após perseguição policial, nesta segunda-feira.
Ele estava em liberdade desde 2013, quando teve alta de clínica psiquiátrica.
Vitor Santana e Elisângela Nascimento Do G1 GO
A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (1º), Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 29 anos, e outro homem, que não teve a idade divulgada, suspeitos de cometerem um latrocínio (que é roubo seguido de morte) e uma tentativa de latrocínio em Goiânia. Carlos Eduardo, conhecido como Cadu, é acusado de matar o cartunista Glauco Vilas Boas e o filho dele, Raoni Vilas Boas, em 2010.
De acordo com o delegado Tiago Damaceno a prisão ocorreu após ele identificar o carro roubado em um dos crimes, ocorrido no domingo (31).
“Eu tinha a placa e as características do Honda Civic que foi roubado no domingo, de um jovem de Goianésia. E hoje, dirigindo pela cidade, eu avistei esse carro e comecei a persegui-lo. Eu pedi ajuda de um guarda municipal. Ao perceber que estava sendo seguido, ele subiu na calçada e tentou fugir, mas acabou batendo no muro e foi rendido”, disse o delegado ao G1. Segundo ele, Cadu atirou contra os policiais, mas ninguém se feriu.
Liberdade
Apesar de ter confessado a morte do cartunista Glauco e do filho dele, Cadu, que tem esquizofrenia, não chegou a ser julgado porque a Justiça o considerou inimputável, ou seja, incapaz de perceber a gravidade de seus atos. A doença mental não tem cura, mas tem controle, desde que seja tratada.
Incluído no Programa de Atenção integral ao Louco Infrator (Paili), ele passou por tratamento em uma clínica psiquiátrica de Goiânia, mas, em agosto de 2013, a Justiça de Goiás decidiu que ele podia receber alta médica. A decisão foi tomada pela juíza Telma Aparecida Alves, da 4ª Vara de Execuções Penais.
A medida foi embasada na avaliação médica do Tribunal de Justiça de Goiás, feita em junho daquele ano, em que o rapaz recebeu parecer favorável à liberação. Segundo a decisão, Cadu, que tem esquizofrenia, estava apto a passar a fazer tratamento ambulatorial, em vez de ficar internado.
PS: Em 09 de agosto de 2013 escrevi emhttp://taxiemmovimento.blogspot.com.br/2013/08/carlos-eduardo-sundfeld-nunes-o-cadu.html :
PS: Parece uma temeridade soltar um camarada que perde o controle, mata pessoas e depois jura que não se lembra de nada ficando tudo por isto mesmo... E, quando ele esquecer de tomar os remedinhos ou bater um baseado e sair fazendo merda, a juíza vai presa? Aguardemos... JS
Não deu outra...
Tiririca será processado por paródia de Roberto Carlos em comercial da Friboi para propaganda eleitoral: 'O Rei votou no Tiririca
Erasmo Carlos e Roberto Carlos entram com processo contra Tiririca
Deputado fez uma música 'O Portão' em seu programa eleitoral; a utilização não foi autorizada pelos autores
iG
Rio - O cantor Erasmo Carlos disse, em entrevista ao programa Amaury Junior, da Rede TV, que, ao lado de Roberto Carlos, irá processar o deputado Tiririca por uso da não autorizado da música "O Portão", em sua campanha política. A informação foi confirmada pela assessoria do programa, que irá ao ar nesta terça-feira.
No vídeo, Tiririca aparece vestido de branco e usa a gíria "bixo" — traços característicos de Roberto Carlos. O candidato também aparece segurando um bife, numa clara referência à participação do cantor em propagandas da marca de carnes Friboi.
A letra da música foi alterada para "Eu votei. De novo eu vou votar. Tiririca, Brasília é o seu lugar". O vídeo foi ao ar pela primeira vez na dia 19, quando teve início o horário eleitoral gratuito.
A assessoria do deputado disse que não pode se pronunciar pois ainda não foi notificada oficialmente.
Representantes dos dois cantores não foram encontrados na manhã desta segunda-feira.
Ticiane Pinheiro e César Tralli terminam namoro... Ah, meu Deus! ... Monique Evans e Motta, também ... É o fim dos tempos! Já, ex de Caio Castro nega relação com Clara... Putz! ... Enquanto isto; Cid Moreira, 86 anos, sente saudades do Jornal Nacional! ... Não nos falta mais nada...
Homem que anda de patins com rodinha no meio no calçadão da orla tem que se garantir muito...
JS
Pezão diz que já foi pobre e aproveitou a oportunidade... (na propaganda eleitoral)
Só falta nos explicar quantas caixas de joias os ladrões levaram de seu apartamento no Leblon...
Ex-pobre que consegue guardar em casa várias caixas de joias?!
JS
Lucas Lucco será o novo Rick Martin brasileiro! ... (comentário na Dança do Faustão)
Isto é bom ou ruim, pra ele?
JS
Lindberg diz que fará no Rio o que Lula fez no Brasil... (propaganda eleitoral)
Isto é promessa ou ameaça?
JS
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