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12 de outubro: Dia das Crianças...
13 de outubro: dois meses da morte de Joanna, 5 anos de idade...
Ontem, uma moça bacana e amiga - esposa de uma autoridade - me perguntou o que poderíamos fazer para homenagear Joanna no Dia das Crianças...
Não sei...
Ou sei?!
É o que Cristiane Cardoso Marcenal, a Mãe, tem feito até agora...
Cristiane tem sido um grito quase solitário e desesperado à procura das razões que levaram para sempre sua menina de forma covarde...
Cristiane arriscou-se ao peitar maquinações poderosas que tentaram ridicularizar sua dor...
Mas, Cristiane não está só...
Nunca estará...
Mesmo quando entra em profunda depressão e desespero, como no final de semana passado, seus amigos fiés e parentes lhe dão ombro e amparo...
Os amigos que estiveram na Passeata de Copacabana abaixo de chuva e formaram o nome da Joanna no asfalto da Avenida Atlântica com uma fita vermelha cobrindo a boca...
Cristiane até nem comprende muito bem como eles abdicaram de seus cotidianos para ampará-la...
Mas, todos estão ao seu lado...
Todos...
Sempre...
Reproduzi trezentas mensagens da entrevista da Cristiane para a Época aí abaixo...
Exatamente agora já são 440 comentários postados que podem ser acompanhadas em
http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2010/10/11/o-laudo-comprova-os-maus-tratos-agora-so-me-resta-chorar-diz-a-mae-da-menina-joanna/ ...
É o reflexo da comoção pública que vai aumentando na proporção que as pessoas vão tomando conhecimento de detalhes da tortura...
Haverão tantos depoimentos indignados que a Justiça não terá como ignorar...
Haverão tantos cidadãos perfilados à espera de mais um processo como réu do senhor André Marins que ele entupirá o Judiciário de forma a desmoralizar todas instituições brasileiras já que por lá é seu quintal com direito perene de indulgência plenária corporativista que não mais lhe será permitido...
Um sujeito André Marins - imbecilizado pela sua lógica que manietar a própria filha sobre fezes e urina é comportamento corriqueiro com sua descrição infanticida de linguajar idiotizante de 'tapetinho, desta grossura Ó!' e 'luvinha envolta em fita crepe' - me causa ânsia de vômito e repulsa sem controle...
A entrevista canestra e patética do André Marins descrevendo com os dedos disfunção da própria filha é algo que deve ser analisado por psiquiatra forense isento já que perdeu o senso de limite de nossa repugnância...
André Marins trata a tragédia da morte de Joanna como se um motorista frio que acabou de atropelar um pombo perdido no asfalto da vida e não experimenta nenhum remorso proporcional...
Tenho vontade de descrever em detalhes óbvios quais motivações macabras levaram o Casal Marins acreditar que poderiam fragilizar a menina Joanna refém de suas monstruosidades que se negava a atendê-los e resolveram demovê-la da intensão rebelde emocionante de retornar para sua casa que nunca deveria ter saído...
Melhor não...
Melhor poupá-los...
Todos nós sabemos...
Uma covardia de monstros...
Agora, crimes clandestinos contra crianças são de difícil comprovação pericial que só nos aponta indícios necessários complementados com testemunhais...
A perícia dá pistas e o resto fica à cargo de algum promotor corajoso do porte de um Cembranelli que pegou os Nardoni e de um delegado competente sem medo de poderosos ou endinheirados...
Caso não apareça um Cembranelli equivalente, o André Marins e Vanessa Marins se tornarão nosso refém Mizael Bispo de Souza no Recreio dos Bandeirantes Guarulhos...
Pôs bueno...
Mauro Ricart, um perito respeitado, foi consultado pelo Globo:
- O laudo conclui o mais importante a causa da morte e os maus-tratos. Cabe à polícia descobrir a que nível chegaram esses maus-tratos, pois as condições ou punições às quais ela foi submetida poder ser a origem da baixa imunidade e, consequentemente, da meningite. As defesas do corpo humano ficam extremamente prejudicadas quando a pessoa é mantida em condições precárias.
É isto...
'Maus-tratos e punições às quais foi submetida'...
Uma criança saudável desenvolve pânico amedrontado e morre de doença tratável potencializada por condições sub-humanas confirmadas pela babá - agora ameaçada pelo suspeito posudo - e admitidas pelo sujeito pai, infelizmente biológico, André Marins...
Se todo este quadro de covardia confessa contra uma vítima indefesa não for razão para requisitar a prisão do assassino de Joanna Marcenal é melhor cerrar as portas da Justiça e deixar somente o serventuário André Marins lá dentro de dono da Casa...
Amanhã o delegado Luiz Henrique Marques Pereira, do DCAV, encerra o inquérito...
Dr. Luiz Henrique Marques Pereira tem um suspeito que confessou que amarrava meticulosamente a própria filha sobre fezes e urina; um suspeito que constrangeu testemunha ameaçando uma pessoa de profissão humilde com processo depois que esta babá confirmou a tortura; um laudo que confirma maus tratos; existe uma psicóloga que nega ter participado da indução de manietar uma criança contrariando afirmações do suspeito e respaldo de perito reconhecido publicamente como competente afirmando que a morte de Joanna foi consequência direta da forma em que foi tratada física e emocionalmente pelo pai...
A Justiça e Autoridades Policiais têm rara oportunidade como esta do Caso Joanna para dar um recado positivo à sociedade de que todos somos iguais perante a Lei e não uns mais que os outros...
Jorge Schweitzer