sexta-feira, 15 de abril de 2016

Márcio Mendonça Braga, denunciado pela esposa por abusar sexualmente dos filhos - de 3, 6 e 8 anos - é solto pela Justiça de Alagoas






Pai é denunciado por ex-esposa de abusar sexualmente dos seus três filhos
A mulher procurou à justiça nesta terça-feira com medo que o acusado fosse solto.


Uma mulher que preferiu se identificar apenas como Clarissa foi até o Fórum, no Barro Duro, para tentar impedir a concessão de um Habeas Corpus ao ex-marido, preso em fevereiro após ser denunciado por abuso sexual contra três dos seus quatro filhos.

Desesperada com a possibilidade da soltura do ex-marido e alegando medo de morrer, Clarissa procurou o juiz da 14º Vara, Odilon Raimundo Marciel Marques Luz e o promotor Eládio Pacheco, para mostrar provas do crime cometido pelo ex-marido e questionar o motivo pelo qual o Ministério Público não ofereceu denúncia em desfavor do acusado.

De acordo com Clarissa, Márcio Mendonça Braga, abusava sexualmente dos próprios filhos: um menino de 6 anos e de duas meninas, de 3 e 8 anos, esta última especial. Os abusos teriam começando há alguns anos e foram descobertos pela mãe em janeiro deste ano, após desconfiar da atitude dos filhos.

“Minha filha de três anos começou a ter infecção urinária muito grave, sangramento anal, fazia tratamento e voltava. Foram seis infecções graves do ano passado até janeiro deste ano. Fez vários exames e não havia motivo para isso. Toma antibiótico, fica boa e depois voltava de novo. Ela começou a dizer que o pai fazia carinho na pipi e que no banho doía, mas na cama da mãe era bom. Conversei com a psicóloga do meu filho e ela pediu para que eu gravasse um vídeo com a minha filha e nas imagens ela mostrava um movimento que a psicóloga disse ser uma coisa que uma criança não saberia mostrar se alguém não tivesse feito nela e me alertou. Com o tempo, meus filhos passaram a não querer mais tomar banho com o pai, principalmente o meu de seis anos, que passou a ter reações muito agressivas quando tinha que tomar banho com o pai”, relatou a mãe.

Desconfiada, Clarissa colocou câmeras na casa inteira e sempre perguntava ao filho o motivo de ele não querer tomar banho com o pai e o que acontecia no banho, mas ele não dizia. “Meu filho começou a se bater, quebrar os brinquedos e até arrastar a irmã para masturbar. Depois de um tempo vi nas imagens das câmeras meu marido puxando minha filha para a cama, se tocado, passando a mão no pênis dele e pegando no bumbum dela, na coxa e quando chega perto da vagina ela cruza a perninha e ele desiste. E isso com câmera em casa. Eu não quero nem ter ideia do que ele fazia sem as câmeras”, relatou Clarissa.

Além dos dois mais novos, a mãe também passou a desconfiar que a milha especial, de oito anos, também tenha sido abusada. Isso porque a terapeuta disse que não conseguia mais fazer exercícios com os membros inferiores porque ela gritava e ficava muito nervosa. “Minha filha regrediu ao tratamento, acordava no meio da noite gritando”, disse.

Diante de todas as provas, durante o carnaval, Clarissa saiu de casa e denunciou Márcio na Central de Flagrantes no dia 08 de fevereiro, onde prestou queixa e mostrou os vídeos. No dia 11 ela foi encaminhada para a Delegacia de Crimes contra a Criança. “Foram feitos todos os exames. O de conjunção carnal não deu nada, mas o exame psicossocial e psicológico deram tudo. Eles mostram, por desenho, tudo o que o pai fazia com eles, relataram e isso está gravado em vídeo”.

Justiça

Clarissa alega que não teve o apoio da justiça e denuncia o descaso do Ministério Público. De acordo com ela, o processo foi remetido à 14ª Vara, mas o Ministério Público não ofereceu denúncia. “O doutor Odilon foi muito solícito, mas o Ministério Público não ofereceu denúncia do caso. Muito pelo contrário, o MP foi a favor dele, deu um parecer a favor da soltura dele, porque não havia indícios. Com todos os vídeos e laudos que apresentei na denúncia e acharam que não tinham indícios para prender. Não consegui falar com o MP e o que vai para lá é o processo escrito. Eles teriam que vir aqui ver os vídeos e buscar informação, mas não tiveram interesse e não vieram. Trouxe o DVD para mostrar ao doutor Eládio,  mas não consegui. Meu medo é que ela seja solto e eu não consiga falar com o promotor. Tenho medo de morrer”, disse Clarissa.

Segundo informações,  o acusado, Márcio Mendonça Braga foi solto na noite de 12 de abril 2016.





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