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Já escrevi:
Na verdade não sou Valjean...
Não o 0.18989280 e uma inclinação de 6.40056, mas Jean...
Não sou o bonzinho que oferenda perdão e a outra face...
Na realidade, sou Javert!
Quer dizer...
Nem tanto...
Mais ou menos...
A zoar com tragédias fratura expostas de Vitor Hugo...
Assim como brinquei de cozinheiro marine Steve Seagan e fui aplaudido de pé enquanto tudo dava certo...
Ou sendo um Caronte barqueiro de Alighieri...
Vocês riram...
Eles nos temem...
Se borram...
Sou a Descontinuidade de Gutenberg...
Passam noites insones com minha imagem tatuada no teto...
Passam noites insones com minha imagem tatuada no teto...
Sou seus piores pesadelos das placas tectônicas...
Quero todos seus pânicos...
Eu e você somos como um Danton odiado por todos Robespierres...
No tribunal Danton foi calado com um tiro no peito para evitar que falasse...
A minha e a sua oratória reconduz o rumo da verdade que eles se recusam escutar...
Eles querem nosso silêncio que jamais daremos...
A cada dia ampliamos mais o eco que eles temem...
Tentam transformar a verdade em vergonha de esperança de Justiça...
Beira o patético...
Perda de tempo...
Não iremos embora nunca...
Os bandidos são mais unidos na covardia do que parceiros que vão nos abandonando um a um...
Não importa...
Só necessitamos de um, dois ou três de nós à enfrentá-los...
A vida não matará o sonho...
Jamais...
Jorge Schweitzer
Jorge Schweitzer
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